Justiça determina buscas em endereços ligados a suposto esquema de propina que envolve irmã de Milei

Mídia argentina na porta da Agência Nacional de Deficiência (Andis), em Buenos Aires, durante o cumprimento de mandados de busca — Foto: JUAN MABROMATA / AFP

Mídia argentina na porta da Agência Nacional de Deficiência (Andis), em Buenos Aires, durante o cumprimento de mandados de busca — Foto: JUAN MABROMATA / AFP

A Justiça argentina determinou buscas em endereços ligados a suposto esquema de propina que envolve irmã de Milei durante uma operação nesta sexta-feira (29).

Agentes da polícia foram em quatro escritórios da Agência Nacional de Deficiência (Andis) e da distribuidora Suiza Argentina, em busca de material que possa ajudar a esclarecer o caso, informou a polícia local.

Nessas gravações, Spagnuolo, que foi destituído do cargo um dia depois do vazamento para a mídia, afirma ter avisado o presidente sobre a suposta operação.

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Nas redes sociais, a Secretaria Presidencial afirmou que as acusações estão sendo usadas pela oposição de forma “política em ano eleitoral”.

Em 26 de outubro, serão realizadas eleições legislativas nacionais, que renovarão parte do Congresso, enquanto em setembro haverá eleições na província de Buenos Aires, a mais populosa do país.

Em comunicado, a distribuidora Suiza Argentina assegurou ter agido “com total conformidade com as normas e leis vigentes” e estar “em conformidade e totalmente à disposição dos órgãos de controle, bem como qualquer poder do Estado”. O texto foi republicado por Javier Milei em sua conta no Instagram.

Eduardo “Lule” Menem, braço direito de Karina Milei e sobrinho do ex-presidente Carlos Menem, também é um dos envolvidos na denúncia sobre o suposto esquema de subornos.

O caso ainda não tem detidos.

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