Longo alcance e difícil de ser detectado: o que são os mísseis Tomahawk, que a Ucrânia quer usar na guerra contra a Rússia
O que são os mísseis Tomahawk, que a Ucrânia quer usar na guerra contra a Rússia
▶️ Mas por que o equipamento é considerado tão importante para as tropas de Kiev?
O míssil de cruzeiro Tomahawk está no arsenal militar dos EUA desde a década de 1980. Embora lento para os padrões de mísseis, ele voa a cerca de 30 metros do solo, o que o torna mais difícil de ser detectado pelos sistemas de defesa.
- O míssil também ostenta um alcance impressionante de cerca de 1.600 quilômetros.
- Sistemas de orientação de precisão o tornam a arma ideal para atingir alvos em terras distantes ou em território hostil.
- Zelensky quer os mísseis porque acredita que eles permitiriam que as forças ucranianas realizassem ataques em alvos mais distantes dentro da Rússia.
- Caso um Tomahawk seja lançado de uma área próxima da fronteira entre Ucrânia e Rússia, o míssil conseguiria atingir praticamente qualquer ponto do território russo.
Por outro lado, segundo autoridades de Defesa que falaram sob condição de anonimato à agência de notícias Associated Press, existem questões técnicas que podem impedir o uso desse armamento pela Ucrânia.
Os Estados Unidos lançam os mísseis Tomahawk quase exclusivamente de navios ou submarinos. Embora o Exército venha desenvolvendo uma plataforma para lançá-los do solo, essa função ainda está longe de estar pronta para ser usada, mesmo para as forças americanas.
A Ucrânia não possui uma Marinha com navios capazes de transportar o míssil, que tem 6 metros de comprimento e pesa cerca de 1.510 kg. De acordo com dados do Pentágono, cada unidade do Tomahawk tem têm um custo médio de US$ 1,3 milhão (R$ 7 milhões).

Míssil Tomahawk — Foto: Arte/g1
Míssil Tomahawk — Foto: Arte/g1
À agência de notícias Reuters, o diretor de ciências militares do Royal United Services Institute, disse que o envio dos mísseis dos EUA para a Ucrânia causaria um impacto direto na guerra.
“Os russos certamente teriam algo com que se preocupar se essas armas fossem realmente entregues, devido ao alcance e à precisão delas e ao tipo de alvos que poderiam atingir ou ameaçar.”, afirmou
“Um Tomahawk não é uma arma milagrosa. É improvável que seja fornecido em quantidades que transformariam radicalmente a guerra, mas representará um desafio que as defesas aéreas russas precisarão levar em consideração”.
- No ano passado, a Heritage Foundation, uma organização de pesquisa norte-americana, estimou que a Marinha dos EUA tinha cerca de 4.000 mísseis Tomahawk em 2023.
- Essa estimativa é anterior à ação contra os rebeldes Houthis no Iêmen, em março deste ano, quando o governo americano afirmou ter usado 135 mísseis do tipo.
- Dados apontam ainda que a Marinha dos EUA não tem encomendado muitos novos mísseis Tomahawk.
- Documentos do Pentágono mostram que, em 2023, a Marinha e o Corpo de Fuzileiros Navais compraram apenas 68 deles. Nos anos seguintes, não encomendou nenhum.
Nem os Fuzileiros Navais, nem a Marinha solicitaram a compra de novos mísseis Tomahawk no orçamento mais recente.
- Veja, abaixo, imagens de ataque com mísseis Tomahawk em 2017
EUA disparam dezenas de mísseis contra alvos militares do governo da Síria

Foguete Tomahawk disparado por navio norte-americano em ataque a alvos na Síria — Foto: Lt. j.g. Matthew Daniels/U.S. Navy via AP
Foguete Tomahawk disparado por navio norte-americano em ataque a alvos na Síria — Foto: Lt. j.g. Matthew Daniels/U.S. Navy via AP
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