Em operação contra contrabando, Receita prende 27 pessoas e apreende mais de R$ 160 milhões em mercadorias ilegais

Aeronave com mais de 500 iphones contrabandeados foi apreendida em Porto Belo (SC) — Foto: Reprodução/Receita Federal

Aeronave com mais de 500 iphones contrabandeados foi apreendida em Porto Belo (SC) — Foto: Reprodução/Receita Federal

A Secretaria da Receita Federal informou nesta sexta-feira (31) que uma operação contra o contrabando efetuou 27 prisões em flagrante e apreendeu mais de R$ 160 milhões em mercadorias ilegais.

Além disso, segundo o órgão, foram apreendidos:

  • 3,5 toneladas de drogas apreendidas, sendo 600 quilos de cocaína;
  • 215 mil litros de bebidas clandestinas;
  • uma aeronave, que guardava mais de 500 smartphones;
  • 220 veículos.

Ainda de acordo com a Receita, os agentes frustraram o roubo de mil pistolas que estavam armazenadas em um posto alfandegário.

E um prédio de 20 andares em Belo Horizonte foi interditado, sob indícios de atuação de uma organização criminosa envolvida com lavagem de dinheiro, sonegação, contrabando e outros crimes.

Só neste empreendimento, as estimativas iniciais apontam que as mercadorias apreendidas somam R$ 50 milhões, mas o montante pode aumentar.

Realizada entre os dias 20 e 31 de outubro, a atividade mobilizou cerca de 400 servidores do Fisco, além de homens do Exército, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, de secretarias de Fazenda estaduais e do Ministério da Agricultura.

Entre os resultados obtidos, está o fechamento de um laboratório clandestino que fabricava ilegalmente canetas emagrecedoras de uma conhecida marca no mercado.

“Dentro da loja, a equipe da Receita Federal encontrou canetas falsificadas como se fossem da marca atuante no mercado, que eram preenchidas com substâncias que supostamente seriam o medicamento emagrecedor, mas armazenadas totalmente fora dos padrões exigidos”, informou o Fisco.

De acordo com o órgão, o laboratório, que disfarçava suas atividades através da fachada de uma loja de celulares.

Veja os vídeos que estão em alta no g1

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Segundo a Receita, a operação também busca desmantelar a estrutura do crime organizado, que se utiliza das pessoas e logística envolvidas no ingresso de mercadorias ilegais para introduzir drogas, armas, cigarros, bebidas e medicamentos falsificados.

Chamada de Operação Fronteira, a ação é executada anualmente desde 2021. Trata-se da maior iniciativa do órgão direcionada à vigilância e repressão em pontos de fronteira terrestre, marítima e aérea.

O trabalho, segundo o Fisco, está alinhado com o Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF), que conta com a participação de 18 órgãos e prevê ações conjuntas de integração federativa da União com os Estados e Municípios, situados na faixa de fronteira, e na costa marítima.

“Graças ao compartilhamento de inteligência e potencialização do uso de recursos, a ação consegue atingir estruturas importantes para o crime organizado”, informou a Receita Federal.

O secretário da Receita, Robinson Barreirinhas, defendeu o uso de inteligência em operações como essa. Segundo ele, é possível enfrentar o crime organizado sem disparar um único tiro sequer.

Barreirinhas informou ainda que a Receita passa por uma restruturação interna que vai levar à instalação de uma delegacia do Fisco, além de 10 novas delegacias de repressão a crimes no país.

O secretário informou que, em breve, a Receita atuará na regulamentação para combate ao uso de criptoativos por organizações criminosas.

O g1 apurou que o texto deve sair nas próximas semanas e vem sendo costurado junto com o Banco Central e com a Comissão de Valores Imobiliários (CVM).

Superintendência da Receita Federal, em Brasília. — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Superintendência da Receita Federal, em Brasília. — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil