Dólar oscila com mercados de olho em indicadores no Brasil e relatório do Fed; Ibovespa avança

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O dólar opera nesta quarta-feira (26) em leve queda de 0,03%, cotado a R$ 5,3745 por volta das 11h30. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, subia 1,14%, a 157.683 pontos.

Os investidores estão atentos à divulgação de indicadores econômicos no Brasil, depois de um dia marcado por novos dados da economia dos Estados Unidos com o fim da paralisação do governo americano, o shutdown.

▶️A agenda econômica começa com o Índice de Confiança da Indústria (ICI), divulgado nesta quarta pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador apresentou queda em novembro diante da piora da avaliação da situação atual: caiu 0,7 ponto na comparação com o mês anterior e atingiu 89,1 pontos.

▶️O Banco Central do Brasil (BC) divulgou às 8h30 as estatísticas monetárias e de crédito de outubro. À tarde, às 14h30, publica também o fluxo cambial, que mede a entrada e saída de dólares (e outras moedas estrangeiras) no país. No mesmo horário, o Tesouro Nacional apresenta o Resultado Primário do Governo Central com as contas do Tesouro, da Previdência e do próprio BC.

▶️Ainda no cenário local, o Senado vota hoje, às 14h, o acordo de comércio eletrônico do Mercosul, firmado em 2021 em Montevidéu. Mais cedo, às 9h30, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado analisa e deve votar o projeto que eleva a tributação de bancos e fintechs.

▶️No cenário internacional, os EUA divulgam às 10h30 (de Brasília) os novos pedidos de seguro-desemprego da semana até 22 de novembro. Às 16h, o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) publica o chamado Livro Bege, relatório que reúne a avaliação atual da economia e orienta as discussões do próximo encontro de política monetária, nos dias 9 e 10 de dezembro.

Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: -0,46%;
  • Acumulado do mês: -0,07%;
  • Acumulado do ano: -13%.

📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: +0,74%;
  • Acumulado do mês: +4,26%;
  • Acumulado do ano: +29,62%.

Despesas pessoais pressionam IPCA-15 em novembro

Em 12 meses, a alta acumulada é de 4,50%, um pouco menor do que no período anterior.

O grupo que mais pesou no bolso do brasileiro em novembro, segundo a prévia, foi o de despesas pessoais, com alta de 0,85%. Saúde e cuidados pessoais aumentaram 0,29%, e transportes subiram 0,22%. Já alguns itens ficaram mais baratos, como artigos para o lar, que tiveram queda de 0,20%.

BC diz que liquidação do Master não representa risco

Entre os indicadores econômicos a serem divulgados hoje pelo Banco Central, a ata do Comitê de Estabilidade Financeira (Comef) trouxe análises sobre a liquidação do Banco Master.

O BC avaliou que a liquidação extrajudicial de instituições do Master não traz risco ao sistema financeiro nacional. O banco representa 0,57% do ativo total e 0,55% das captações totais do sistema.

Entretanto, a instituição enfatizou a necessidade de que as instituições aprimorem seus sistemas de riscos o que “inclui processos robustos de resposta a incidentes cibernéticos”.

“O Comitê registra que a avaliação sobre a imposição de regimes de resolução a instituições financeiras deve considerar a normalidade da economia pública e a preservação dos interesses dos depositantes, investidores e demais credores”, mencionou o BC.

Isenção do Imposto de Renda (IR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sanciona nesta quarta-feira o projeto que isenta do Imposto de Renda quem recebe até R$ 5 mil por mês. A nova faixa de isenção passa a valer em janeiro de 2026.

A cerimônia de sanção do texto está marcada para 10h30 no Palácio do Planalto, em Brasília, com a participação de deputados e senadores. A proposta que amplia a isenção foi enviada pelo governo em março deste ano e aprovada por unanimidade pelo Senado no início de novembro.

O texto também cria um desconto no IR para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7.350 mensais.

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Bolsas globais

Em Nova York, as bolsas sobem nesta quarta-feira antes da abertura do mercado. Por lá. os investidores apostam em um corte de juros pelo Federal Reserve na reunião de 9 e 10 de dezembro.

O movimento ganhou força após dirigentes do banco central americano sinalizarem apoio ao alívio monetário e após dados fracos de vendas no varejo dos EUA. Os investidores também aguardam a divulgação do Livro Bege, que deve trazer novos sinais sobre a economia americana.

Nos bastidores, cresce a expectativa pelo novo presidente do Fed antes do Natal, com Kevin Hassett, ex-economista sênior do Fed e pesquisador do American Enterprise Institute apontado como favorito.

Por volta das 9h40, Dow Jones subia 0,01%, S&P 500 avançava 0,09% e Nasdaq 100 sobia 0,20%.

As bolsas da Ásia fecharam em alta nesta quarta-feira, influenciadas pelo bom humor em Wall Street e pelos resultados positivos da Alibaba, uma das maiores empresas de tecnologia da China.

A Alibaba, dona da plataforma de compras AliExpress, divulgou lucro acima do esperado e disse que vai investir muito mais em inteligência artificial, o que animou os investidores do setor.

Nos EUA, dados econômicos recentes também aumentaram a expectativa de que o Fed americano possa cortar os juros em dezembro, o que também ajuda a puxar os mercados para cima.

Pelos países:

  • Tóquio subiu 1,9%;
  • Hong Kong teve leve alta de 0,13%
  • Xangai caiu 0,15%
  • Shenzhen (CSI300) subiu 0,61%
  • Seul avançou 2,67%
  • Taiwan subiu 1,85%
  • Cingapura teve alta de 0,36%
  • Sydney avançou 0,81%

Dólar — Foto: Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo

Dólar — Foto: Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo