10 marcas de café ou ‘bebida sabor café’ foram proibidas ou tiveram lotes recolhidos em 2025; veja

'Café fake': saiba diferenciar café e pó sabor café na prateleira

‘Café fake’: saiba diferenciar café e pó sabor café na prateleira

Dez marcas de café, ou “bebida sabor café”, foram proibidas ou tiveram lotes recolhidos pelo governo federal em 2025 por irregularidades na composição ou problemas sanitários.

Entre elas está a Vibe Coffee, que conseguiu reverter a proibição após corrigir irregularidades (veja mais abaixo).

Veja os vídeos que estão em alta no g1:

Veja os vídeos que estão em alta no g1

Veja os vídeos que estão em alta no g1

Marcas com lotes recolhidos

As quatro marcas que tiveram lotes recolhidos pelo Ministério da Agricultura nesta segunda foram:

  • Terra da Gente (18 lotes)
  • Jalapão (2 lotes)
  • Made in Brazil (2 lotes)
  • Q-Delícia (1 lote)

  • Matérias estranhas são pedras, areia, grãos ou sementes de outras espécies vegetais, como de erva daninhas;
  • E impurezas são galhos, folhas e cascas.

O ministério orienta que os consumidores que tenham adquirido os produtos listados deixem de consumi-los imediatamente. É possível solicitar a substituição com base nas disposições do Código de Defesa do Consumidor.

Em nota ao g1, a empresa Solveig, responsável pelo Terra da Gente, disse que os lotes informados pelo Ministério “são antigos, já foram integralmente segregados e não estão em circulação no mercado” (veja mais no final da reportagem).

Veja abaixo os lotes recolhidos:

Marcas proibidas

Entre as seis marcas proibidas em 2025, algumas foram classificadas como “café fake”, por utilizarem ingredientes diferentes do café. Outras foram vetadas por problemas sanitários ou irregularidades nas empresas responsáveis.

As marcas proibidas foram:

No caso da Vibe Coffee, todos os produtos foram apreendidos pela Anvisa em novembro devido a falhas na fabricação, como ausência de rastreabilidade, falta de procedimentos operacionais padrão e condições inadequadas de higienização.

Veja abaixo por que as outras cinco marcas foram proibidas pelo governo.

Melissa, Pingo Preto e Oficial

Café fake apreendido — Foto: Reprodução

Café fake apreendido — Foto: Reprodução

Segundo a Anvisa, os três produtos, conhecidos como “cafés fake”, foram banidos porque:

  • continham a toxina ocratoxina A (OTA), substância imprópria para o consumo humano;
  • as embalagens informavam conter “polpa de café” e “café torrado e moído”, mas usavam ingredientes de baixa qualidade, como grãos crus ou resíduos;

LEIA MAIS:

Café Fake: Anvisa proíbe 3 marcas

Café Fake: Anvisa proíbe 3 marcas

Café Câmara (setembro)

Café Câmara, proibido pela Anvisa, falsificou selo de pureza da Abic — Foto: Reprodução

Café Câmara, proibido pela Anvisa, falsificou selo de pureza da Abic — Foto: Reprodução

De acordo com a Anvisa, a proibição do produto ocorreu por duas irregularidades:

  • o café tinha origem desconhecida e, em análise laboratorial, foram encontrados “fragmentos de corpo estranho, semelhantes a vidro” no lote 160229;
  • a embalagem indicava fabricação por duas empresas em situação irregular: Sociedade Abastecedora do Comércio e da Indústria de Panificação Sacipan S/A e Lam Fonseca Produtos Alimentos Ltda.

🚫A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) também disse que o selo de pureza da entidade, mostrado na embalagem do Café Câmara, era falsificado.

Fellow Criativo, da Cafellow (outubro)

Pó para preparo da café em sachê Fellow Criativo, da marca Cafellow — Foto: Divulgação

Pó para preparo da café em sachê Fellow Criativo, da marca Cafellow — Foto: Divulgação

A Anvisa informou que baniu o produto, identificado como pó para preparo de café em sachê, por três motivos:

  • ele contém extrato de cogumelo Agaricus Bisporus, “ingrediente não avaliado quanto à segurança de uso em alimentos”;
  • a embalagem e a propaganda dizem que ele serve para ‘controle de insulina’ e ‘diminui o colesterol’. A Anvisa diz que essas alegações não foram aprovadas pela agência;
  • o produto, apontado como pó para preparo de café, contém no rótulo “informações que podem causar erro e confusão em relação à natureza do produto, podendo levar o consumidor a entender que se trata de café”.

Governo federal proíbe pó para café em sachê da marca Cafellow

Governo federal proíbe pó para café em sachê da marca Cafellow

O que disseram as empresas

O g1 procurou as empresas que tiveram produtos banidos ou recolhidos após as decisões dos órgãos do governo federal.

As marcas Jalapão, Made in Brazil, Q-Delícia, Pingo Preto e Oficial não responderam aos questionamentos. A marca Câmara não foi localizada.

A empresa Solveig, responsável pelo Terra da Gente, disse que os lotes informados pelo Ministério “são antigos, já foram integralmente segregados e não estão em circulação no mercado, não representando qualquer risco ao consumidor”.

“Tão logo a empresa tomou conhecimento das supostas irregularidades, adotou medidas imediatas, como a segregação dos lotes e o reforço nos controles de qualidade”, acrescentou.

A empresa também diz cumprir integralmente todas as normas e exigências do Ministério da Agricultura. “Todos os lotes atualmente produzidos passam por rigorosos controles de qualidade, com laudos laboratoriais que confirmam sua plena conformidade com os padrões legais e de segurança alimentar.”

“A Solveig reafirma seu compromisso com a qualidade, segurança e transparência, garantindo que os produtos atualmente disponíveis são seguros e confiáveis”, conclui a nota da fabricante do Terra da Gente.

“A TMP Comércio de Bebidas Ltda reafirma seu compromisso com a qualidade, segurança e transparência junto aos consumidores e às autoridades sanitárias”, informou a empresa.

Em novembro, quando teve seus cafés proibidos, a Vibe Coffee disse a própria empresa havia solicitado uma inspeção da Vigilância Sanitária estadual “com o objetivo de obter orientações técnicas para a emissão do alvará sanitário”.

Após terem sido identificadas “algumas irregularidades estruturais e ausência de determinados Procedimentos Operacionais Padrão”, a empresa disse que suspendeu suas atividades para realizar as obras e adequações necessárias.

Segundo a Anvisa, uma nova inspeção da Secretaria de Saúde do Espírito Santo, realizada em dezembro, constatou que as irregularidades sanitárias haviam sido corrigidas. Assim, os produtos fabricados a partir de 15 de dezembro foram liberados para consumo.

A Duas Marias, empresa responsável pelo Melissa, se posicionou após a ação do Ministério da Agricultura, em maio. Segundo a empresa, o “produto não é comercializado nem rotulado como ‘café torrado e moído'” e “não utiliza exclusivamente grãos de café, mas sim uma formulação alternativa legalmente permitida”.

Afinal, café bom vai todo pra fora do Brasil?

Afinal, café bom vai todo pra fora do Brasil?

Pureza do café

Mas ela proíbe completamente os chamados elementos estranhos, que são grãos ou sementes de outros gêneros (como milho, trigo, cevada), corantes, açúcar, caramelo e borra de café solúvel ou de infusão.

Saiba como diferenciar café do 'fake café' pela embalagem — Foto: Bruna Azevedo / arte g1

Saiba como diferenciar café do ‘fake café’ pela embalagem — Foto: Bruna Azevedo / arte g1