Ibovespa supera os 185 mil pontos e bate 9º recorde no ano; dólar cai a R$ 5,24

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O Ibovespa fechou em alta de 1,58% nesta terça-feira (3), aos 185.674 pontos, e atingiu seu nono recorde de fechamento em 2026. Mais cedo, o índice superou os 187 mil pontos, mas perdeu parte do fôlego. O dólar, por sua vez, encerrou em queda de 0,15%, cotado a R$ 5,2495.

O bom desempenho da bolsa foi impulsionado, mais uma vez, pelo fluxo de investimentos estrangeiros. Conforme mostrou o g1, esses recursos têm sustentado a alta nos últimos meses. Nesta terça, a valorização das ações da Vale (+4,80%) também contribuiu para o índice.

▶️ No Brasil, os investidores acompanharam a divulgação da ata da última reunião do Copom. O documento mostra que o Banco Central considera possível avaliar um ciclo de cortes nos juros a partir da reunião de março, após manter a taxa Selic em 15% ao ano pela quinta vez seguida.

▶️ Ainda no cenário doméstico, os dados da produção industrial indicaram queda da atividade em dezembro.

  • Na comparação com novembro, já descontados os efeitos sazonais, a produção recuou 1,2%, a maior retração desde julho de 2024, ficando abaixo da expectativa de alta de 0,8%. (veja mais abaixo)

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: +0,04%;
  • Acumulado do mês: +0,04%;
  • Acumulado do ano: -4,36%.

📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: +2,38%;
  • Acumulado do mês: +2,38%;
  • Acumulado do ano: +15,24%.

Ata do Copom

A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta terça-feira, indica que o Banco Central considera adequado sinalizar o início de um ciclo de redução da taxa de juros a partir da próxima reunião, marcada para março.

Segundo o documento, essa avaliação levou em conta um conjunto amplo de informações, como o comportamento recente da inflação e sinais mais claros de que os juros elevados já começam a ter efeito sobre os preços, ainda que com algum atraso.

  • 🔎 A ata se refere ao encontro realizado na semana passada, quando o Copom decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano pela quinta vez consecutiva.
  • 📈 O nível elevado dos juros segue sendo o principal instrumento do Banco Central para conter as pressões inflacionárias, que atingem de forma mais intensa a população de menor renda.

O BC reforçou que, se o cenário esperado se confirmar, a flexibilização da política monetária deve começar em março.

Ao mesmo tempo, destacou que o processo será conduzido com cautela, para garantir que a inflação volte à meta ao longo do período relevante.

A autoridade monetária, no entanto, não informou qual será o tamanho nem a duração do ciclo de cortes da Selic. De acordo com a ata, essas decisões dependerão da chegada de novos dados, que permitirão uma avaliação mais precisa das condições econômicas.

No mercado financeiro, a expectativa é de que o primeiro corte ocorra justamente na reunião de março, com a Selic recuando para 14,5% ao ano. Para o fim de 2026, a projeção é de que a taxa básica chegue a 12,25% ao ano.

Agenda econômica

  • Produção industrial o Brasil

A produção industrial brasileira encerrou dezembro de 2025 em queda. Na comparação com novembro, já descontados os efeitos sazonais, a atividade recuou 1,2%, a maior retração desde julho de 2024.

Na comparação com dezembro de 2024, porém, houve alta de 0,4%, o que interrompeu uma sequência de dois meses seguidos de resultados negativos.

Apesar desse avanço pontual em relação ao ano anterior, o desempenho da indústria em 2025 foi contido. No acumulado do ano, o setor cresceu 0,6%, abaixo do resultado registrado em 2024, quando avançou 3,1%, e acima do observado em 2023, de 0,1%.

No quarto trimestre de 2025, a produção industrial ficou 0,5% abaixo do nível do mesmo período do ano anterior. Já a média móvel trimestral em dezembro foi negativa em 0,5%, indicando perda de ritmo no fim do ano.

Mesmo com essas oscilações, a produção industrial ainda se mantém ligeiramente acima do nível pré-pandemia, com alta de 0,6% em relação a fevereiro de 2020. Por outro lado, o setor segue distante do recorde histórico alcançado em maio de 2011, operando 16,3% abaixo daquele pico.

Bolsas globais

Em Wall Street, os mercados fecharam em queda, com investidores de olho na divulgação de balanços financeiros, especialmente de empresas do setor de tecnologia.

O Dow Jones caiu 0,34%, aos 49.241,06 pontos, e o S&P 500 recuou 0,84%, aos 6.917,79 pontos. O Nasdaq, que tem forte presença de companhias de tecnologia, registrou perdas de 1,43%, aos 23.255,19 pontos.

As bolsas europeias foram afetadas pela queda brusca nos metais preciosos no dia anterior, que levou investidores a vender outros ativos para compensar perdas. Apesar disso, ao longo do dia o ritmo dessas quedas diminuiu, ajudando os mercados europeus a se recuperar parcialmente.

O índice STOXX 600 subiu 0,10%, recuperando-se da queda inicial. Na Alemanha, o DAX recuou 0,07%. Na França, o CAC 40 teve perdas de 0,02%, enquanto, no Reino Unido, o FTSE 100 caiu 0,26%.

Já as bolsas asiáticas tiveram um dia de fortes perdas. No fechamento, a Bolsa de Xangai caiu 2,48%, para 4.015 pontos, enquanto o CSI300 recuou 2,13%, para 4.605 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 2,23%, chegando a 26.775 pontos.

Outros mercados também recuaram: o Nikkei caiu 1,2% (52.655 pontos), o Kospi despencou 5,26% (4.949 pontos), o Taiex caiu 1,37% (31.624 pontos), e o Straits Times perdeu 0,26% (4.892 pontos).

Notas de dólar. — Foto: Reuters

Notas de dólar. — Foto: Reuters