Irã realiza novo exercício militar no Estreito de Ormuz na véspera de negociações nucleares com os EUA

Exercício militar realizado pela Guarda Revolucionária do Irã. Foto de janeiro de 2025. — Foto: Sepah News/AFP
Exercício militar realizado pela Guarda Revolucionária do Irã. Foto de janeiro de 2025. — Foto: Sepah News/AFP
A Guarda Revolucionária do Irã iniciou novos exercícios militares no Estreito de Ormuz nesta segunda-feira (16), segundo a agência de notícias iraniana Tasnim, na véspera da retomada das negociações nucleares com os Estados Unidos.
A Marinha da Guarda Revolucionária iraniana afirmou em comunicado que os exercícios no Estreito de Ormuz têm como objetivo testar a prontidão diante de “possíveis ameaças de segurança e militares”, segundo a Tasnim.
Esta é a segunda vez que a Guarda Revolucionária Islâmica, braço militar mais forte do regime Khamenei, realiza exercícios militares no Estreito de Ormuz na atual escalada de tensões com os EUA. Exercícios militares no estreito tendem a escalar ainda mais as tensões porque a região é considerada sensível por conta dos 30% do volume mundial de petróleo que passam por ali.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
- em um deles, um drone Shahed-139 foi abatido próximo ao porta-aviões USS Abraham Lincoln;
- em outro, dois barcos iranianos tentaram interceptar um petroleiro dos EUA, mas foram repelidos.

Estreito de Ormuz — Foto: Arte/g1
Estreito de Ormuz — Foto: Arte/g1
Negociações EUA-Irã

Ali Khamenei e Donald Trump — Foto: Gabinete do Líder Supremo do Irã via AP; AP Photo/Evan Vucci
Ali Khamenei e Donald Trump — Foto: Gabinete do Líder Supremo do Irã via AP; AP Photo/Evan Vucci
No entanto, as negociações são tratadas com cautela porque EUA e Irã ainda têm grandes diferenças entre eles: enquanto Washington exige de Teerã extinguir os programas nuclear e de mísseis e parar de apoiar grupos armados da região, o regime Khamenei afirma que negociará apenas seu programa nuclear.
O presidente iraniano, Masud Pezeshkian, disse na semana passada que o país está disposto a “inspeções” da AIEA para mostrar que seu programa nuclear é pacífico, mas afirmou que não cederá a “exigências excessivas” dos EUA.




