Senado dos EUA bloqueia tentativa de limitar poderes de Trump na guerra contra Irã
EUA ameaçam intensificar guerra contra o Irã
O Senado dos EUA barrou uma resolução para limitar os poderes do presidente Donald Trump na guerra contra o Irã. Por 53 votos a 47, os parlamentares rejeitaram uma resolução que impediria novos ataques sem a aprovação do Congresso.
A votação ocorreu no 5º dia de um conflito, no qual já morreram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e várias figuras de alto escalão em Teerã, assim como soldados americanos.
A resolução bipartidária, apresentada pelo democrata Tim Kaine e pelo republicano Rand Paul, exigia a retirada das forças americanas da operação contra o Irã, a menos que o Congresso autorizasse a campanha.
A resolução buscava afirmar a autoridade do Congresso frente a um presidente que ampliou o controle do Poder Executivo sobre o Legislativo desde seu retorno à Casa Branca em janeiro de 2025.
‘Ameaça iminente’?
No centro do debate sobre a legalidade da ofensiva ordenada por Trump está a questão da “ameaça iminente”. Isso porque, embora o Congresso seja o único habilitado pela Constituição a declarar guerra, uma lei de 1973 permite ao presidente iniciar uma intervenção militar limitada para responder a uma situação de emergência, como por exemplo um ataque contra os Estados Unidos.
No vídeo em que anunciou a operação no sábado (28), Trump ressaltou uma ameaça “iminente”, segundo ele, representada pelo Irã, mas não conseguiu convencer a oposição democrata.
“Nessa sala não foi apresentada nenhuma prova (…) que sugerisse que os Estados Unidos enfrentavam uma ameaça iminente por parte do Irã”, declarou Kaine à AFP após uma sessão informativa confidencial na terça-feira (3) com autoridades do governo.

O presidente dos EUA, Donald Trump — Foto: REUTERS/Nathan Howard
O presidente dos EUA, Donald Trump — Foto: REUTERS/Nathan Howard




