IPCA-15: preços sobem 0,44% em março, puxados por alimentação e despesas pessoais
IPCA-15: preços sobem 0,44% em março
Mesmo assim, o resultado de março ficou acima do esperado por economistas. As projeções indicavam uma alta mensal de 0,29% e um avanço de 3,74% no acumulado de 12 meses.
O levantamento do IBGE mostra que todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram aumento de preços em março.
A maior alta foi registrada no grupo Alimentação e bebidas, com avanço de 0,88%, o que exerceu o maior peso sobre o resultado do mês. Em seguida aparecem as Despesas pessoais, que incluem gastos como serviços e cuidados pessoais, com aumento de 0,82%.
Veja a variação mensal dos preços por grupos:
- Alimentação e bebidas: 0,88%
- Habitação: 0,24%
- Artigos de residência: 0,37%
- Vestuário: 0,47%
- Transportes: 0,21%
- Saúde e cuidados pessoais: 0,36%
- Despesas pessoais: 0,82%
- Educação: 0,05%
- Comunicação: 0,03%
Alimentação puxa alta dos preços em março
No grupo Alimentação e bebidas, que registrou alta de 0,88%, os preços dos alimentos consumidos em casa subiram com mais força em março. A chamada alimentação no domicílio passou de 0,09% em fevereiro para 1,10% em março.
Entre os itens que mais contribuíram para essa alta, estão:
- 🫐 Açaí (29,95%)
- 🫘 Feijão-carioca (19,69%)
- 🥚 Ovo de galinha (7,54%)
- 🥛 Leite longa vida (4,46%)
- 🥩 Carnes (1,45%)
Por outro lado, alguns produtos ficaram mais baratos no período, como:
- ☕ Café moído (-1,76%)
- 🍎 Frutas (-1,31%)
Já a alimentação fora de casa, que inclui gastos em restaurantes, bares e lanchonetes, apresentou uma leve desaceleração: passou de 0,46% em fevereiro para 0,35% em março.
Dentro desse grupo, o preço das refeições subiu 0,31%, abaixo do aumento de 0,62% registrado no mês anterior. Já os lanches tiveram alta maior, passando de 0,28% para 0,50% no mesmo período.
No grupo Despesas pessoais, que avançou 0,82%, o resultado foi influenciado principalmente pelo aumento em serviços bancários (2,12%) e no custo do empregado doméstico (0,59%).
Já no grupo Saúde e cuidados pessoais, que registrou alta de 0,36%, os principais aumentos vieram dos planos de saúde (0,49%) e dos artigos de higiene pessoal, como produtos de cuidado diário, que subiram 0,38%.
Habitação e transportes também pressionam inflação
No grupo Habitação, os preços passaram de 0,06% em fevereiro para 0,24% em março. Parte desse resultado foi influenciada pela energia elétrica residencial, que registrou alta de 0,29%.
O avanço reflete reajustes nas tarifas cobradas por concessionárias no Rio de Janeiro, com aumentos médios de 15,1% e 14,66%, em vigor desde 15 de março.
No grupo Transportes, que subiu 0,21%, o principal destaque foi o aumento das passagens aéreas, que avançaram 5,94% e tiveram o maior impacto individual no resultado do índice no mês.
Também houve aumento no preço do ônibus intermunicipal, que registrou alta de 1,29%. Esse resultado inclui reajustes nas tarifas no Rio de Janeiro, entre 11,69% e 12,61%, em vigor desde 15 de fevereiro, e em Curitiba, com aumento de 7,27%, aplicado a partir de 16 de fevereiro.
Já os combustíveis, de forma geral, tiveram leve queda de 0,03% no período. Os preços do gás veicular (-2,27%), do etanol (-0,61%) e da gasolina (-0,08%) recuaram. Por outro lado, o óleo diesel registrou alta de 3,77%.
Inflação do trimestre
Já o IPCA-E, indicador que corresponde à soma dos resultados do IPCA-15 ao longo de três meses, registrou alta de 1,49% no trimestre. O resultado ficou abaixo dos 1,99% observados no mesmo período de 2025.
Entre os grupos de produtos e serviços pesquisados, as maiores altas no trimestre foram registradas em Educação (5,3%), Saúde e cuidados pessoais (1,85%) e Transportes (1,81%).
Na outra ponta, as menores variações foram observadas em Habitação (0,04%), praticamente estável no trimestre, além de Vestuário (0,33%) e Artigos de residência (1,01%).
Veja a variação trimestral dos preços por grupos:
- Alimentação e bebidas: 1,40%
- Habitação: 0,04%
- Artigos de residência: 1,01%
- Vestuário: 0,33%
- Transportes: 1,81%
- Saúde e cuidados pessoais: 1,85%
- Despesas pessoais: 1,30%
- Educação: 5,30%
- Comunicação: 1,15%

inflação, consumo, mercado, preços, economia, alimentos, supermercado — Foto: Adriana Toffetti/Ato Press/Estadão Conteúdo
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