EUA precisaram destruir 2 aviões C-130 com defeito durante resgate de piloto no Irã; conheça o modelo

Avião C-130 Hercules da Força Aérea dos Estados Unidos. Foto de 2020. — Foto: Jon Alderman/Guarda Navional dos EUA

Avião C-130 Hercules da Força Aérea dos Estados Unidos. Foto de 2020. — Foto: Jon Alderman/Guarda Navional dos EUA

O Exército dos Estados Unidos precisou destruir dois aviões de carga C-130 que apresentaram defeitos durante um resgate de alto risco a um piloto realizado no Irã durante o final de semana. A informação foi revelada por fontes militares dos EUA a jornais do país e agências de notícias internacionais.

As aeronaves foram destruídas pelas tropas dos EUA por conta de um imprevisto durante a operação de resgate ao piloto do jato: elas apresentaram um defeito mecânico quando iriam deixar o território iraniano. As tropas são orientadas a destruir os equipamentos que precisam deixar para trás em missões desse tipo, para que o inimigo não se aproveite das peças ou tente copiar a tecnologia.

O C-130 Hercules é um dos aviões militares mais utilizados no mundo, e seu custo unitário gira em torno de US$ 30 milhões (cerca de R$ 154,5 milhões) —modelos mais avançados podem chegar a custar até US$ 75 milhões (R$ 386 mi). Conheça abaixo o modelo:

  • Fabricante: Lockheed Martin (dos EUA);
  • Altura: 11,7 m;
  • Envergadura: 40,4 m;
  • Comprimento: 29,8 m;
  • Peso máximo de decolagem: 75 ton;
  • Carga máxima: 21,8 ton;
  • Velocidade máxima: 593 km/h;
  • Alcance previsto no tanque: 3.800 km;

Resgate de piloto americano no Irã foi dramático

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Há divergências entre o modelo exato do avião destruído no Irã. Enquanto jornais dos EUA e a agência de notícias AP falam em “aviões C-130”, a agência Reuters mencionou o “MH-130”, que é uma pequena variação no modelo. Os dados acima são do C-130 Hercules porque é a variante citada pelo maior número de fontes.

O Exército dos EUA possui atualmente mais de 350 aviões C-130, incluindo todas as variantes, entre Força Aérea, Guarda Costeira e Marinha. Essas aeronaves estão espalhadas ao redor do mundo e têm como principal propósito transporte de carga e de tropas.

Os dois C-130 estão entre as aeronaves que o Exército do Irã afirmou ter destruído no domingo com uma “nova” defesa aérea. Outros equipamentos militares como o jato F-15E, um jato A-10 e dois helicópteros Black Hawk também teriam sido derrubados com o armamento, segundo a pasta —no entanto, apenas esses dois primeiros foram abatidos, e os helicópteros foram alvejados, mas conseguiram deixar o território iraniano, segundo o Exército dos EUA.

Avião militar C-130

Irã mostra destroços do que diz ser aviões militares dos EUA

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O C-130 começou a ser desenvolvido na década de 1950, durante a Guerra da Coreia, e surgiu da necessidade do Exército dos EUA ter uma aeronave capaz de transportar tropas e cargas, operando em locais com pouca infraestrutura.

Conhecido pela resistência e versatilidade, o C-130 pode operar em pistas curtas, irregulares ou em condições extremas. Há versões adaptadas para pouso na neve e no gelo, utilizadas em regiões como Groenlândia e Antártida.

Ao todo, mais de 60 países operam alguma versão da aeronave, desenvolvida em mais de 70 variantes diferentes. No Brasil, a Força Aérea Brasileira utilizou o C-130 Hércules entre 1965 e 2024. A frota foi substituída pelo KC-390 Millennium.

Aeronaves C-130 estiveram envolvidas em acidentes recentes pelo mundo, que ainda estão em investigação pelas respectivas autoridades. Em março, uma aeronave caiu na Colômbia e matou ao menos 69 pessoas. Em fevereiro, outro avião esteve envolvido em um acidente na Bolívia que deixou 20 mortos.

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Avião C-130J Hercules da Força Aérea dos Estados Unidos. Foto de 2025. — Foto: Tristan Truesdell/Força Aérea dos EUA

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