Irã corta comunicação direta com EUA após Trump ameaçar ‘destruir civilização’ do país, diz jornal
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Trump eleva ameaças e diz que pode destruir o Irã em uma noite — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Trump eleva ameaças e diz que pode destruir o Irã em uma noite — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Apesar da medida, as negociações por um cessar-fogo continuam por meio de mediadores, de acordo com autoridade do Oriente Médio.
Mais cedo, o jornal iraniano Tehran Times também havia informado que tanto as comunicações diretas quanto as indiretas estavam cortadas, mas voltou atrás horas depois e disse que os canais não estão fechados em uma publicação X.
O possível fechamento da comunicação direta dificultaria temporariamente os esforços para fechar um acordo até o prazo estabelecido por Trump, às 21h (horário de Brasília) desta terça-feira (7) para o Irã reabrir totalmente o Estreito de Ormuz. Ameaça amplia risco de escalada militar com efeitos globais.
Em resposta às ameaças de Trump, Irã manteve o tom desafiador. Em entrevista à agência Reuters, uma autoridade iraniana de alto escalão afirmou que o país não vai reabrir Ormuz em troca de “promessas vazias” e ameaçou fechar também a via marítima de Bab el-Mandeb, “se a situação sair do controle”.
A autoridade iraniana ameaçou ainda deixar “todo o Oriente Médio no escuro” se os EUA atacarem as usinas de energia do Irã.
Iranianos formam corrente humana em torno de usina termoelétrica
Ultimato de Trump
Termina nesta terça-feira (7), às 21h pelo horário de Brasília, o prazo dado por Donald Trump para que o Irã chegue a um acordo com os Estados Unidos. O presidente norte-americano afirmou que os iranianos vão “viver no inferno” caso as negociações não avancem.
▶️ Contexto: A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã já está na sexta semana — prazo máximo previsto para a duração do conflito pelo próprio Trump quando a ofensiva começou.
- Os EUA dizem querer garantir que o Irã se comprometa a nunca buscar uma arma nuclear, além de limitar o alcance e o número de mísseis.
- Trump afirma que os EUA já venceram a guerra, após destruírem parte significativa das Forças Armadas iranianas, incluindo mísseis e lançadores.
- Ao mesmo tempo, o presidente defende ser necessário “terminar o trabalho” para impedir que o Irã volte a ameaçar os EUA ou aliados.
Apesar dos avanços militares norte-americanos, o Irã vem demonstrando capacidade de resistência ao pressionar a economia global. O país fechou parte do Estreito de Ormuz, rota marítima estratégica para o transporte de petróleo, o que elevou os preços do combustível em diversos países.
O Irã também mantém ataques frequentes contra Israel, atingindo cidades como Tel Aviv e Haifa. Países vizinhos acabaram sendo envolvidos no conflito, com Teerã mirando bases americanas no Oriente Médio e empresas de energia ligadas aos EUA na região.
A reação iraniana tem afetado a popularidade de Trump a poucos meses das chamadas “midterms“, eleições que vão renovar grande parte do Congresso norte-americano. Diante de pressões políticas e econômicas, o presidente vem elevando o tom das ameaças.
No domingo (5), Trump escreveu em uma rede social que o Irã teria até as 21h desta terça-feira para fechar um acordo que incluísse a reabertura do Estreito de Ormuz. Ele ameaçou atacar pontes e usinas de energia iranianas caso as negociações permaneçam travadas.
“Terça-feira será o Dia das Usinas de Energia e o Dia das Pontes, tudo em um só, no Irã. Não haverá nada igual!!! Abram a p*** do estreito, seus bastardos loucos, ou vocês vão viver no inferno — é só esperar! Louvado seja Alá”, escreveu no Truth Social.
🗓️ Esse, no entanto, não foi o primeiro ultimato feito por Trump nos últimos dias.
- Em 21 de março, o presidente afirmou que iria “obliterar” usinas caso o Irã não reabrisse o Estreito de Ormuz em 48 horas.
- Dois dias depois, concedeu mais cinco dias de prazo e disse haver negociações “muito boas e produtivas” com o Irã.
- Em 26 de março, ampliou o prazo até 6 de abril e voltou a mencionar avanços nas conversas.
Segundo ele, após o fim do prazo estipulado, todas as pontes do Irã estarão “dizimadas” e as usinas de energia, “demolidas” em poucas horas.




