Com uso de IA, China faz propaganda de guerra e retrata sua versão entre EUA x Irã; VÍDEO
Com IA, China faz propaganda de guerra e retrata sua versão entre EUA x Irã
A China divulgou uma propaganda de guerra feita com inteligência artificial mostrando sua versão do conflito entre os Estados Unidos e o Irã. O vídeo foi divulgado na TV estatal.
Nas imagens, que viralizaram nas redes sociais pelo mundo todo, o presidente norte-americano, Donald Trump, é retratado como uma águia, animal que é símbolo dos EUA.
Já os iranianos são representados por gatos, uma referência ao fato dos persas serem a etnia predominante no país.

EUA e Irã representados em vídeo de IA da China — Foto: Reprodução
EUA e Irã representados em vídeo de IA da China — Foto: Reprodução
Após mais de 5 minutos, ele se encerra mostrando os outros animais, que seriam os demais países do mundo, distantes do conflito em uma caminhada pelo deserto, já que o estreito estava fechado, buscando “novos aliados e novos caminhos”.
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A cada novo alvo atingido, um sinal de “+100” aparece na tela, igual à pontuação atribuída a mortes no jogo de videogame chamado “Call of Duty”. Ao longo do vídeo, é possível ouvir ao fundo uma música “hypada” tocando e frases retiradas do jogo de tiro, como “estamos vencendo esta guerra” e “tomamos o controle”.
Outro recurso utilizado nas publicações americanas é o uso de personagens populares do cinema e da televisão para promover as operações militares.
Montagens divulgadas nas redes já incluíram figuras como o Homem de Ferro, Walter White da série “Breaking Bad” e até o personagem infantil Bob Esponja, que aparece perguntando: “Quer me ver fazer de novo?”, antes de aparecer uma imagem do ataque.
Os vídeos costumam ser editados com músicas de bandas de rock e trilhas de ação, criando um clima de “trailer de blockbuster” para as imagens. As publicações recebem elogios de apoiadores do presidente Trump, mas também críticas.
O vídeo foca no bombardeio à escola em Minab, no sul do Irã, que deixou mais de 150 mortos, a maioria crianças. Nele, versões “malignas” das emoções aparecem dentro da mente do presidente Donald Trump, incentivando decisões agressivas e mentiras em coletivas de imprensa.
A animação também faz referência ao escândalo envolvendo o financista Jeffrey Epstein, numa tentativa de associar o líder americano a controvérsias e enfraquecer sua credibilidade.
No vídeo, personagens em formato de blocos representam líderes e militares dos dois lados. A narrativa costuma mostrar o Irã como vencedor em confrontos contra Estados Unidos e Israel.



