Dólar cai a R$ 5,02 com inflação no radar e tensão no Oriente Médio; Ibovespa renova recorde
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar operava em queda nesta sexta-feira (10). Por volta das 11h20, a moeda recuava 0,82%, cotada a R$ 5,0088 — menor valor desde abril de 2024. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançava 1,17%, aos 197.414 pontos, renovando o recorde intradiário.
▶️ Nos Estados Unidos, investidores acompanharam novos dados sobre preços e confiança do consumidor em março. O índice de preços ao consumidor subiu 0,9% no mês, após alta de 0,3% em fevereiro, e avançou 3,3% em 12 meses — em linha com a expectativa dos economistas.
▶️ Ainda no cenário internacional, EUA e Irã se preparam para iniciar negociações de paz, que podem encerrar a guerra no Oriente Médio. As conversas ocorrem após um cessar-fogo anunciado na terça-feira, que prevê uma pausa de duas semanas nos ataques de EUA e Israel, em troca do compromisso do Irã de reabrir o Estreito de Ormuz.
▶️ Apesar da trégua, o acordo tem mostrado fragilidades, com registros de violações e a manutenção de um fechamento “de facto” do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Com isso, os preços da commodity seguem em alta.
Por volta das 8h45 (horário de Brasília), o Brent subia cerca de 1%, negociado pouco abaixo de US$ 97 por barril, enquanto o WTI avançava 0,7%, para cerca de US$ 98,50.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
- Acumulado da semana: -1,87%;
- Acumulado do mês: -2,24%;
- Acumulado do ano: -7,76%.
📈Ibovespa
- Acumulado da semana: +2,23%;
- Acumulado do mês: +2,55%;
- Acumulado do ano: +19,31%.
IPCA de março
O resultado ficou acima da expectativa de economistas, que projetavam alta de 0,7% no mês e 4% no acumulado anual. Em março de 2025, o índice havia avançado 0,56%.
- 🎯 Apesar da surpresa, a inflação ainda permanece dentro do intervalo de tolerância da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2026, o objetivo é manter o IPCA em 3%, com limite máximo de 4,5%. Desde o ano passado, essa meta passou a ser contínua, o que significa que o cumprimento é avaliado mês a mês com base na inflação acumulada em 12 meses.
Entre os grupos pesquisados pelo IBGE, Transportes foi o que mais pressionou o índice em março, com alta de 1,64%. O principal motivo foi o aumento dos combustíveis, que subiram 4,59% no período.
Mercados globais
Os principais índices de Wall Street fecharam em alta nesta quinta-feira (9), de olho nos desdobramentos da guerra.
O Dow Jones subiu 0,58%, aos 48.185,80 pontos. O S&P 500 avançou 0,62%, aos 6.824,63 pontos, enquanto o Nasdaq teve ganhos de 0,83%, aos 22.822,42 pontos.
Já as bolsas europeias fecharam em queda, devolvendo parte dos ganhos registrados na véspera. O índice pan-europeu STOXX 600, por exemplo, recuou 0,15%.
Entre os principais mercados da região, o CAC 40, da França, teve queda de 0,22%, enquanto o DAX, da Alemanha, caiu 1,14%. O FTSE 100, do Reino Unido, registrou baixa de 0,05%.
Nas bolsas asiáticas, o clima também foi de cautela.
Mercados da China e de Hong Kong fecharam em queda, refletindo a preocupação com o conflito. O índice de Xangai recuou 0,72%, enquanto o CSI300 caiu 0,64%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, teve baixa de 0,54%.
Outros mercados da região também operaram sem direção única. O índice Nikkei, no Japão, caiu 0,73%, e o Kospi, na Coreia do Sul, recuou 1,61%. Por outro lado, a bolsa da Austrália subiu 0,24%.

Notas de dólar. — Foto: Dado Ruvic/ Reuters
Notas de dólar. — Foto: Dado Ruvic/ Reuters


