Trump diz que EUA estão ‘carregando navios com as melhores munições’ caso negociações com Irã fracassem

Trump finge mirar arma de precisão enquanto fala com repórteres na Sala de Imprensa na Casa Branca, em 6 de abril de 2026 — Foto: AP Photo/Julia Demaree Nikhinson
Trump finge mirar arma de precisão enquanto fala com repórteres na Sala de Imprensa na Casa Branca, em 6 de abril de 2026 — Foto: AP Photo/Julia Demaree Nikhinson
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (10) que o Exército do país está “carregando os navios com as melhores munições” caso negociações de paz com o Irã fracassem. A fala foi em uma entrevista ao jornal norte-americano “The New York Post”.
“Vamos descobrir em breve, em cerca de 24 horas”, disse Trump ao “NY Post” ao ser questionado se acreditava que as negociações seriam bem-sucedidas. “Estamos reiniciando tudo, carregando os navios com as melhores munições, as melhores armas já feitas —ainda melhores do que as que usamos antes, e com as quais os destruímos completamente. (…) E, se não tivermos um acordo, vamos usá-las de forma muito eficaz”, afirmou.
EUA e Irã iniciam a partir de sábado (11) negociações no Paquistão para finalizar de forma definitiva a guerra —que também envolve Israel. As tratativas ocorrem em meio a um frágil cessar-fogo, em vigor desde a noite de terça-feira e que o Irã acusa seus rivais de já terem violado.
Além da nova ameaça, Trump disse ao “NY Post” que negociar com o regime iraniano é “lidar com pessoas sobre as quais não sabemos se dizem a verdade”. Ele também acusou Teerã de contradizer alegações sobre enriquecimento de urânio e armas nucleares nos âmbitos público e privado.
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O Irã, por sua vez, também acusa o governo Trump de incoerências, como ter iniciado duas guerras em meio a negociações. Por isso, Teerã demonstra encarar a atual rodada de tratativas com incerteza e ceticismo.
No meio tempo entre o início do cessar-fogo e as negociações em Islamabad, os três países envolvidos no conflito (EUA, Israel e Irã) já afirmaram estar “com o dedo no gatilho” para retomar a guerra se for necessário.
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