Ministros das Finanças de ao menos 11 países alertam para impacto prolongado do conflito no Oriente Médio
Estados Unidos bloqueiam Estreito de Ormuz
Ministros das Finanças de ao menos onze países afirmaram nesta quarta-feira (15) que o conflito no Oriente Médio deve continuar pressionando o crescimento global, a inflação e os mercados financeiros, mesmo que haja uma solução duradoura.
Em declaração conjunta divulgada pelo governo do Reino Unido durante as Reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, em Washington, os ministros alertaram para novos riscos à economia global.
O documento foi assinado por ministros das Finanças do Reino Unido, Austrália, Japão, Suécia, Holanda, Finlândia, Espanha, Noruega, Irlanda, Polônia e Nova Zelândia.
Segundo o grupo, uma eventual retomada das hostilidades, a ampliação do conflito ou a continuidade de interrupções no Estreito de Ormuz podem afetar a segurança energética, as cadeias de suprimentos e a estabilidade econômica e financeira.
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Embarcação no Estreito de Ormuz, ao largo da costa da província de Musandam, Omã, 12 de abril de 2026. — Foto: Reuters
Embarcação no Estreito de Ormuz, ao largo da costa da província de Musandam, Omã, 12 de abril de 2026. — Foto: Reuters
Segundo o grupo, mesmo com o fim do conflito, os efeitos sobre a economia global tendem a persistir.
No texto, os países também se comprometeram a adotar medidas internas “fiscalmente responsáveis” e direcionadas à população mais vulnerável.
Além disso, defenderam que governos evitem ações protecionistas, como controles de exportação injustificados, formação de estoques e outras barreiras comerciais relacionadas a hidrocarbonetos e cadeias de suprimentos afetadas pela crise.
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