Para enfrentar rombo financeiro, governo autoriza Correios a vender seguros, títulos de capitalização e a atuar no mercado de telefonia
O governo autorizou nesta quinta-feira (14), por meio de portaria publicada no “Diário Oficial da União”, os Correios a comercializarem “serviços postais financeiro”, tais como seguros, de bônus e de títulos financeiros em geral, inclusive títulos de capitalização.
A ideia é que a estatal faça convênios com instituições financeiras para ofertar os serviços.
De acordo com portaria do Ministério das Comunicações, os Correios tem autorização para começar a ofertar:
- venda ou intermediação de seguros, como automóvel, vida, residencial, viagem
- bônus promocionais, cupons, vale-benefícios
- certificados, consórcios, aplicações, créditos ou outros instrumentos financeiros.
- títulos de capitalização, vendidos por bancos e seguradoras.
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A portaria também autoriza os Correios a atuar no mercado de telefonia celular por meio de parceria comercial, como operadora virtual, seguindo as regras da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Outro foco de atuação dos Correios liberado pela portaria são serviços de logística, abrangendo, por exemplo, gestão de compras, recebimento de mercadorias, armazenagem, movimentação e separação de cargas, entre outros.
“A implantação dos serviços de que trata esta Portaria será precedida de estudo que demonstre sua viabilidade econômico-financeira, observado o atendimento a critérios e parâmetros de mercado que proporcionem retorno dos investimentos e margem de remuneração compatíveis com a sustentabilidade da ECT”, diz o governo.
Crise financeira
O valor acumulado no ano passado superou em mais de três vezes o prejuízo registrado em 2024, que foi de R$ 2,6 bilhões.
🔎 Um aporte do governo nos Correios significa que o governo federal, por meio de transferência direta do Tesouro Nacional, vai repassar recursos para a empresa.
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Prejuízo dos Correios triplica em 2025 e fica em R$ 8,5 bilhões — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Prejuízo dos Correios triplica em 2025 e fica em R$ 8,5 bilhões — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução


