Dólar recua a R$ 4,99 com cenário político no Brasil e encontro entre Xi e Trump; Ibovespa avança
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar recua na sessão desta quinta-feira (14), registrando queda de 0,34% por volta das 13h45, cotado a R$ 4,9915. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançava 0,99%, aos 178.849 pontos.
▶️ No Brasil, o noticiário repercute a revelação de áudios que ligam o senador Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro. O parlamentar, pré-candidato à Presidência, era visto por investidores como um nome capaz de promover mudanças na política econômica. O caso adiciona incerteza ao cenário político doméstico.
🔎 No mercado financeiro, a leitura dos investidores é de que o episódio pode reduzir as chances de mudança de governo, influenciando expectativas sobre ajustes fiscais. Ontem, a bolsa caiu 1,8% e o dólar subiu mais de 2%, voltando à casa dos R$ 5.
▶️ Ainda sobre o caso Master, a Polícia Federal prendeu Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, durante nova fase da Operação Compliance Zero. A operação cumpriu sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão.
▶️ No exterior, os mercados observam o encontro entre Xi Jinping e Donald Trump, em meio a sinais de aproximação diplomática entre China e Estados Unidos. Os dois trocaram elogios e sinalizaram parceria. Trump chamou Xi de “amigo” e o convidou para uma visita oficial aos EUA em setembro.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
- Acumulado da semana: +2,34%;
- Acumulado do mês: +1,15%;
- Acumulado do ano: -8,75%.
📈Ibovespa
- Acumulado da semana: -3,81%;
- Acumulado do mês: -5,46%;
- Acumulado do ano: +9,91%.
Encontro entre potências
A viagem do presidente americano, Donald Trump, com um grupo de executivos para a China fica no centro das atenções dos mercados financeiros nesta quarta-feira. Esse é o primeiro encontro bilateral entre os dois países desde 2017.
O encontro do republicano com o presidente chinês, Xi Jinping, acontece em meio a tensões ente as duas principais potências econômicas do mundo — incluindo acusações de Trump de que a China estaria realizando testes nucleares.
O principal objetivo da visita, segundo já afirmou o presidente dos EUA, é tentar fazer com que a China abra mais seu mercado para empresas americanas, mas outros temas também devem ganhar destaque durante a estadia de Trump em Pequim. Entre eles:
- a prorrogação da trégua alcançada em outubro na guerra das tarifas;
- a guerra com o Irã — Trump quer pressionar Pequim a utilizar sua influência para contribuir para uma saída da crise no Golfo;
- a relação dos dois países com Taiwan;
- a disputa sobre inteligência artificial e a produção de chips, entre outros.
Guerra no Oriente Médio segue na mira
As chances de um cessar-fogo entre Irã e os EUA diminuíram após Donald Trump afirmar que a trégua está “respirando por aparelhos”.
O Irã rejeitou a proposta americana para encerrar o conflito e exigiu o fim da guerra, compensações pelos danos e o fim do bloqueio naval dos EUA.
- 🔎As tensões na região continuam a mexer com os preços do petróleo no mercado internacional: o barril do Brent ultrapassou US$ 107 com o temor de interrupções no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo e gás.
Enquanto isso, os EUA anunciaram novas sanções contra empresas e pessoas acusadas de ajudar o Irã a vender petróleo para a China.
Mercados globais
As bolsas de Nova York abriram em alta, impulsionadas principalmente pela valorização das ações da NVIDIA. Os investidores também acompanham a cúpula EUA e China.
Por volta das 11h (de Brasília), o índice Dow Jones subia 0,30%, aos 49.843,58 pontos. O S&P 500 avançava 0,14%, para 7.454,4 pontos, enquanto o Nasdaq, que concentra empresas de tecnologia, tinha alta de 0,09%, aos 26.425,47 pontos.
Na Europa, o desempenho também era positivo no mesmo horário. O índice STOXX 600, que reúne ações de diversos países do continente, subia 0,4%, aos 614,05 pontos, após ter avançado 0,8% no pregão anterior.
Entre as principais bolsas europeias, em Londres o FTSE 100 registrava alta de 0,11%, aos 10.336,85 pontos. Em Paris, o índice CAC 40 subia 0,70%, para 8.063,66 pontos. Já em Frankfurt (DAX), o avanço era mais forte, de 1,28%, aos 24.409,61 pontos.
Na Ásia, o dia foi de queda nos mercados chineses e no Japão. Em Xangai, o principal índice recuou 1,52%, aos 4.177 pontos. O CSI 300, que reúne as maiores empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, caiu 1,68%, para 4.914 pontos.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng terminou praticamente estável, aos 26.389 pontos. Em Tóquio, o Nikkei encerrou o pregão com baixa de 0,98%, aos 62.654 pontos.
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Dólar — Foto: Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo
Dólar — Foto: Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo


