Ameaças, drones de vigilância e visita da CIA: 5 sinais de que Cuba entrou de vez no radar dos EUA
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Donald Trump, presidente dos EUA, e Raúl Castro, ex-presidente de Cuba. — Foto: Reuters/Yves Herman e Norlys Perez / Reuters
Donald Trump, presidente dos EUA, e Raúl Castro, ex-presidente de Cuba. — Foto: Reuters/Yves Herman e Norlys Perez / Reuters
Cuba enfrenta uma grave crise energética desde o fim de janeiro, quando os Estados Unidos passaram a ameaçar com represálias qualquer país que forneça petróleo à ilha.
Desde então, a escassez de energia fez com que os apagões no país se intensificassem. Em Havana, os cortes de energia já passam de 19 horas por dia, enquanto em algumas províncias a falta de luz dura dias inteiros.
Nesta quarta-feira (14), o governo cubano chegou a anunciar que as reservas de combustível da ilha “se esgotaram”, o que gerou protestos em Havana.
Imagens de satélite mostram apagão em Cuba após colapso no fornecimento de energia; FOTO
A tensão entre Cuba e Estados Unidos aumentou ainda mais nas últimas semanas. O governo Trump vem dando sinais de que Havana voltou ao centro de suas atenções. Ao mesmo tempo, autoridades dos dois países alternam declarações de aproximação e de confronto.
Veja abaixo quais foram esses movimentos.
➡️Ameaças do governo Trump
Em meio à crescente tensão entre Cuba e EUA, autoridades norte-americanas passaram a fazer declarações sobre uma possível operação militar para “assumir” o controle da ilha caribenha.
“Eu realmente acho que seria uma honra para mim tomar Cuba. Seria ótimo. Uma grande honra. Eu posso libertá-la ou conquistá-la, acho que posso fazer o que quiser com ela”, declarou no Salão Oval.
➡️ Aumento dos voos de ‘reconhecimento’
Agências militares e de inteligência dos EUA aumentaram nos últimos meses os voos de “vigilância” em áreas próximas a Cuba, segundo funcionários americanos ouvidos pelo jornal “The New York Times”. A movimentação inclui aeronaves e drones.
Especialistas afirmam que os voos funcionam como uma estratégia de intimidação contra o governo cubano, uma forma de demonstrar força e aumentar a pressão psicológica sobre Havana.
Segundo um funcionário militar americano ouvido pelo jornal, o objetivo é ampliar a pressão política e econômica sobre Cuba, e não preparar uma operação militar imediata.
➡️Diretor da CIA visita Cuba
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O diretor da CIA, John Ratcliffe (à esquerda), em uma reunião em Havana, Cuba. — Foto: Divulgação/CIA
O diretor da CIA, John Ratcliffe (à esquerda), em uma reunião em Havana, Cuba. — Foto: Divulgação/CIA
A CIA disse ter transmitido uma mensagem de Trump de que os Estados Unidos estão dispostos a discutir temas econômicos e de segurança caso Cuba faça “mudanças fundamentais”.
Segundo a mídia estatal Cubadebate, os dois lados demonstraram interesse em ampliar a cooperação entre as agências de segurança e de aplicação da lei.
Além disso, o governo cubano afirmou que a reunião buscou melhorar o diálogo bilateral e reiterou que Cuba “não representa uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos”.
O encontro ocorreu no mesmo dia em que um avião do governo americano foi visto no aeroporto internacional de Havana (veja na imagem abaixo).
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Avião do governo dos EUA avistado no Aeroporto Internacional de Havana nesta quinta-feira (14) — Foto: REUTERS/Norlys Perez
Avião do governo dos EUA avistado no Aeroporto Internacional de Havana nesta quinta-feira (14) — Foto: REUTERS/Norlys Perez
➡️Oferta de ajuda
Segundo o governo americano, os recursos seriam distribuídos com apoio da Igreja Católica e de organizações humanitárias independentes.
Um dia antes, Trump afirmou que Cuba estava “pedindo ajuda” e disse que o governo americano iria “conversar” com a ilha. Ele também chamou o país de “fracassado”.
De acordo com Washington, os EUA fizeram propostas privadas de assistência, incluindo internet via satélite gratuita e ajuda humanitária.
Nesta quinta-feira (14), presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, respondeu à oferta de US$ 100 milhões dizendo que a maneira mais fácil de ajudar Cuba seria suspender o embargo econômico.
“Os danos poderiam ser aliviados de uma maneira mais fácil e rápida com o levantamento ou o afrouxamento do bloqueio, pois se sabe que a situação humanitária é friamente calculada e induzida” por Washington, escreveu Díaz-Canel no X.
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Raúl Castro em 1º de maio de 2025 em Havana, Cuba — Foto: Norlys Perez / Reuters
Raúl Castro em 1º de maio de 2025 em Havana, Cuba — Foto: Norlys Perez / Reuters
Segundo a fonte, procuradores federais pretendem anunciar a acusação em Miami na quarta-feira (20).
A data coincide, de acordo com a Reuters, com uma homenagem organizada pela Procuradoria de Miami às vítimas do caso que motiva as acusações contra Castro.
O ex-presidente de Cuba e irmão de Fidel Castro, de 94 anos, deve ser acusado por um incidente envolvendo a queda de aeronaves ocorrido há trinta anos, em 1996. Na época, Raúl Castro era ministro da Defesa.
O incidente envolveu o abatimento fatal de aviões operados por um grupo de exilados cubanos chamado “Irmãos ao Resgate”. Na época, o governo cubano argumentou que o ataque foi uma resposta legítima à intrusão de aviões no espaço aéreo cubano.
Os Estados Unidos condenaram o ataque e impuseram sanções contra Cuba, mas nunca haviam acusado criminalmente Raúl Castro ou seu irmão, Fidel Castro.

