Novo foguete da SpaceX, de Elon Musk, encara voo crucial antes de estreia na bolsa
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Musk na Base Estelar da SpaceX em Brownsville, Texas — Foto: REUTERS/Adrees Latif/Foto de arquivo
Musk na Base Estelar da SpaceX em Brownsville, Texas — Foto: REUTERS/Adrees Latif/Foto de arquivo
A SpaceX se prepara para realizar nesta semana o 12º teste não tripulado da Starship, foguete de nova geração da empresa.
Será a estreia da versão V3, considerada uma etapa importante tanto para os planos de Elon Musk de ampliar a exploração espacial quanto para a aguardada chegada da empresa à bolsa de valores.
A nova Starship foi equipada com tecnologias voltadas para futuras missões à Lua e a Marte. Por isso, o teste será acompanhado de perto por investidores, já que ocorrerá às vésperas do IPO (sigla em inglês para oferta pública inicial de ações), processo em que uma empresa passa a ter ações negociadas na bolsa de valores.
O foguete é peça central da estratégia de Musk para reduzir os custos de lançamentos espaciais, expandir a rede de satélites Starlink e viabilizar projetos como centros de dados em órbita e missões tripuladas para outros planetas. Esses planos sustentam a avaliação de mercado estimada em US$ 1,75 trilhão para a empresa no IPO.
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“Para um IPO que depende tanto de narrativa e simbolismo, acreditamos que este voo é o catalisador pré-IPO mais importante que resta no calendário da SpaceX”, afirmou Franco Granda, analista sênior da PitchBook.
A decolagem poderá ocorrer já na quinta-feira, a partir da base da empresa em Starbase, no Texas, às margens do Golfo do México. Além de marcar a estreia da Starship V3, o teste será o primeiro realizado em uma nova plataforma de lançamento, construída para suportar um foguete mais potente.
O que mudou na nova versão
A Starship é formada por duas partes principais: a nave superior, projetada para transportar astronautas e cargas, e o foguete propulsor Super Heavy, responsável por impulsionar o conjunto nos primeiros minutos de voo.
Uma das principais mudanças está no Super Heavy, que teve os 33 motores Raptor redesenhados para gerar mais potência com uma estrutura mais leve.
A parte superior da nave também foi aprimorada para missões de longa duração. Entre as novidades estão sistemas que permitirão o acoplamento entre espaçonaves, o reabastecimento em órbita e maior capacidade de manobra.
Como será o teste
Starship faz belas imagens da Terra antes de pousar no Oceano Índico — Foto: Reprodução/SpaceX
A SpaceX informou que não tentará pousar nem recuperar nenhuma das duas partes do foguete nesta missão. Ainda assim, o teste incluirá manobras controladas de retorno antes da queda dos estágios no mar.
O Super Heavy deverá amerissar no Golfo do México cerca de sete minutos após a decolagem. Já a Starship deve concluir o voo aproximadamente uma hora depois, com queda prevista no Oceano Índico.
Antes da reentrada na atmosfera, a nave deverá liberar 20 simuladores de satélites Starlink e dois satélites reais adaptados para inspecionar o escudo térmico da espaçonave e transmitir dados para os operadores em solo.
Teste é acompanhado de perto por investidores
A cultura de engenharia da SpaceX se baseia em realizar testes frequentes, mesmo com risco de falhas, e usar os resultados para aperfeiçoar rapidamente os veículos.
Por isso, o mercado acompanhará com atenção o desempenho da Starship V3. Um voo bem-sucedido pode reforçar a percepção de que o maior e mais potente foguete já construído está cada vez mais próximo de entrar em operação comercial.
Lua, Marte e a nova corrida espacial
Elon Musk afirmou, há um ano, que espera enviar a primeira missão não tripulada da Starship a Marte no fim de 2026.
O foguete também faz parte de um contrato superior a US$ 3 bilhões firmado com a NASA no programa Artemis, que pretende levar astronautas de volta à superfície lunar ainda nesta década.
Esses planos colocam a Starship no centro de uma nova corrida espacial com a China, que pretende realizar o próprio pouso tripulado na Lua em 2030.




