Briga de diplomatas: Chanceler de Cuba acusa homólogo dos EUA de provocar ‘ação militar’ contra a ilha
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Marco Rubio, secretário de estado dos EUA, e Bruno Rodríguez Parrilla, chanceler cubano. — Foto: Reuters
Marco Rubio, secretário de estado dos EUA, e Bruno Rodríguez Parrilla, chanceler cubano. — Foto: Reuters
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, afirmou nesta quinta-feira (21) que seu homólogo em Washington, Marco Rubio, está provocando uma ação militar e rotulando falsamente Cuba como um Estado patrocinador do terrorismo.
“O secretário de Estado dos EUA mente mais uma vez para instigar uma agressão militar que provocaria o derramamento de sangue cubano e americano”, disse Rodríguez.
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Rodríguez afirmou que Cuba não representa ameaça à segurança dos Estados Unidos e acusou Washington de provocar intencionalmente o colapso econômico e o desespero social na ilha.
O ministro dos EUA também acusou o governo cubano de roubar dinheiro dos cidadãos e culpou o regime pela crise econômica, a pobreza e os cortes frequentes de energia.
👉 O secretário de Estado é filho de cubanos que imigraram à Flórida, onde ele nasceu. Desde o início de sua carreira política é uma forte voz dissidente do regime de Cuba.
Tensão entre Cuba e EUA
Desde a captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro, os Estados Unidos vêm pressionando o governo cubano a implementar reformas profundas em seu sistema econômico e regime político. O governo em Havana rejeita as exigências e argumenta com a soberania nacional.
Para intensificar a pressão sobre a ilha, Washington impôs, desde então, um embargo petrolífero que exacerbou a crise energética que Cuba já enfrentava. A isso somou-se a ordem executiva assinada em 1º de maio pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que amplia as sanções econômicas, financeiras e comerciais em vigor há mais de seis décadas.
Uma agressão militar dos EUA contra a ilha é considerada plausível por especialistas após os acontecimentos na Venezuela e no Irã, e o próprio Trump já falou que Cuba “é a próxima”.
As acusações representam um aumento na pressão que Washington exerce sobre a ilha comunista.


