S&P volta a rebaixar nota de crédito do BRB e fala em ‘crescente incerteza’ sobre capital do banco

Edifício-sede do BRB em Brasília — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Edifício-sede do BRB em Brasília — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

A S&P Global – empresa de análises financeiras e classificação de risco – voltou a rebaixar a nota de crédito do Banco de Brasília (BRB).

O comunicado divulgado ao mercado fala em “crescente incerteza” e em “riscos de execução associados ao plano de capitalização” do banco.

O “rating de crédito” leva em consideração a capacidade geral do banco de honrar suas obrigações – ou seja, a solidez as operações daquela instituição financeira.

Presidente do BRB promete divulgar balanço atrasado até 30 de junho

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Segundo os manuais da própria S&P, a nota “brCCC” significa que o BRB está:

  1. atualmente “vulnerável ao não pagamento em relação a outras obrigações nacionais”;
  2. dependendo de condições favoráveis de negócios e financeiras para o devedor honrar seus compromissos financeiros relativos à obrigação

“No caso de condições adversas de negócios, financeiras ou econômicas, o emissor provavelmente não teria capacidade de honrar seus compromissos financeiros relativos à obrigação”, diz o manual da S&P para essa nota.

➡️ O patrimônio do BRB foi abalado, ao longo dos últimos três anos, por uma série de transações malsucedidas com o Banco Master, de Daniel Vorcaro, incluindo uma tentativa do BRB de adquirir o Master que foi barrada pelo Banco Central.

➡️ Desde que a Polícia Federal deflagrou a operação Compliance Zero, em novembro de 2025, dirigentes dos dois bancos foram presos e afastados.

➡️ O Master e outros bancos do mesmo conglomerado foram liquidados pelo Banco Central, enquanto o BRB – que tem o governo do Distrito Federal como acionista majoritário – vem atrasando balanços e tentando captar crédito no mercado para restabelecer seu patrimônio.

Em abril, outra agência global de classificação de risco, a Moody’s, também rebaixou a nota do BRB. A nota chegou a falar em risco de default – ou seja, risco de calote.