EUA acusam Baidu, Alibaba, BYD e outras de colaborar com Exército chinês
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Bandeiras da China e dos Estados Unidos em uma rua chinesa antes da visita de Donald Trump ao país, em 13 de maio de 2026 — Foto: Reuters/Maxim Shemetov
Bandeiras da China e dos Estados Unidos em uma rua chinesa antes da visita de Donald Trump ao país, em 13 de maio de 2026 — Foto: Reuters/Maxim Shemetov
O Departamento de Guerra dos Estados Unidos atualizou na segunda-feira (8) a relação de empresas que, segundo o governo americano, colaboram com militares chineses. A nova versão da lista tem 188 empresas e incluiu mais nomes do setor de tecnologia.
Entre elas, estão o buscador Baidu, as fabricantes de robôs Unitree e Robosense Technology, a gigante do comércio eletrônico Alibaba e as fabricantes de chips CXMT e YMTC.
O documento passou a apresentar ainda a montadora BYD, a empresa de biotecnologia WuXi AppTec e a fabricante de equipamentos de telecomunicações Baicells.
Por conta de uma lei recente, a partir do final de junho, o Departamento de Guerra não poderá contratar diretamente de empresas presentes no documento. E, a partir de 2027, o órgão não poderá comprar seus produtos e serviços por meio de terceiros.
Agora no g1
No documento, o Departamento de Guerra afirmou que as empresas “se qualificam para a designação de ‘empresas militares chinesas'” e operam nos EUA. Elas poderão pedir a remoção da lista, segundo o órgão.
Embora o documento não imponha sanções formais às companhias chinesas, elas poderão sofrer danos concretos com a decisão. A inclusão na lista também dá uma mensagem prejudicial sobre essas companhias para fornecedores do governo americano.
A Embaixada da China nos Estados Unidos disse que o governo chinês se opõe à “criação de listas discriminatórias para perseguir empresas chinesas” e que elas cumprem leis e regulações locais.
“Os EUA devem cessar essa prática errônea e criar um ambiente justo, equitativo e não discriminatório para as empresas chinesas”, afirmou a embaixada em nota, segundo a Reuters.
O Alibaba afirmou à Reuters que não há fundamento para sua inclusão na lista. Em nota, a empresa disse que “não é uma companhia militar chinesa nem faz parte de qualquer estratégia de fusão entre setores civil e militar” e que adotará as medidas legais disponíveis para contestar a classificação.
A WuXi AppTec também contestou a decisão e disse que sua inclusão na lista é equivocada. A empresa afirmou que tomará medidas imediatas para reverter a designação.
Já a Baidu rejeitou “categoricamente” sua inclusão. Em declaração à Reuters, a companhia disse que a alegação de que seria uma empresa militar é “totalmente infundada” e disse que utilizará todos os recursos disponíveis para ser retirada da relação.
Até a última atualização desta reportagem, as outras empresas não tinham respondido aos pedidos de posicionamento feitos pela Reuters.
A decisão atualiza uma lista do início de 2025 e é anunciada menos de um mês após o presidente americano Donald Trump se encontrar com seu correspondente chinês Xi Jinping em Pequim.
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Trump ao lado de Xi Jinping na China, em 13 de maio de 2026 — Foto: BRENDAN SMIALOWSKI/AFP
Trump ao lado de Xi Jinping na China, em 13 de maio de 2026 — Foto: BRENDAN SMIALOWSKI/AFP



