Seleção iraniana é recebida com festa no retorno a Teerã após Copa do Mundo
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Iranianos recebem com festa membros da seleção do Irã após retorno da Copa do Mundo, em Teerã — Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via Reuters
Iranianos recebem com festa membros da seleção do Irã após retorno da Copa do Mundo, em Teerã — Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via Reuters
Música, cânticos e ramos de flores: centenas de torcedores receberam em festa os jogadores da seleção iraniana nesta quarta-feira (1º), em seu retorno a Teerã, apesar da eliminação na fase de grupos da Copa do Mundo, torneio marcado pelo conflito com os Estados Unidos.
“Irã, Irã!”, cantavam os torcedores, muitos deles crianças acompanhadas pelos pais. Alguns deles agitavam bandeiras do país, e muitos também vestiam camisas do ‘Team Melli’.
A empolgação foi comandada por um animador que conduziu as boas-vindas e anunciou solenemente a chegada do avião da equipe, vindo da Turquia para pousar em Teerã.
Nunca antes um país-sede do Mundial havia recebido uma seleção contra a qual mantinha um conflito aberto, e essa hostilidade marcou os preparativos para o torneio.
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Ao desembarcarem, os jogadores foram recebidos por músicos em trajes militares que tocaram o hino nacional.
Muitos dos torcedores exibiam fotos do goleiro Alireza Beiranvand, que se tornou um herói nacional graças às suas defesas durante o empate em 0 a 0 contra a Bélgica, na segunda rodada do Grupo G do Mundial.
Apesar desse resultado contra o favorito da chave, o Irã foi eliminado, terminando com um retrospecto de três empates em três jogos.
Desculpas públicas
“Pedimos desculpas por não termos nos classificado [para a fase de mata-mata] e por não termos proporcionado essa alegria a vocês”, declarou Beiranvand ao chegar ao Aeroporto de Mehrabad.
“Merecíamos ir mais longe, mas eles dificultaram a nossa tarefa”, lamentou o lateral-direito Ramin Rezaïan, referindo-se aos Estados Unidos, coanfitrião da Copa do Mundo e país que, ao lado de Israel, atacou o Irã em 28 de fevereiro, desencadeando uma guerra no Oriente Médio.
A participação do Irã ficou incerta até pouco antes da competição, e a equipe mudou sua base de concentração de última hora, optando por ficar em Tijuana (México) em vez de Tucson (Arizona, Estados Unidos).
O governo americano negou a concessão de vistos a vários membros da delegação iraniana, principalmente autoridades, incluindo o presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, ex-integrante da Guarda Revolucionária, organização classificada como grupo terrorista por Washington.
A seleção persa se sentiu “maltratada” em diversas ocasiões durante sua campanha na Copa do Mundo e criticou duramente as restrições impostas que limitavam seu tempo em solo americano, depois de ter sido obrigada a viajar na véspera de seus dois primeiros jogos, fazendo trajetos de ida e volta entre México e Estados Unidos em menos de 24 horas e causando desgaste físico aos jogadores.


