Trump conversou com presidente da Fifa para contestar expulsão de atacante dos EUA; cartão vermelho foi revogado

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e presidente da Fifa, Gianni Infantino, posam para foto com o troféu da Copa do Mundo no Salão Oval, na Casa Branca. Foto de agosto de 2025. — Foto: Divulgação/Casa Branca

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e presidente da Fifa, Gianni Infantino, posam para foto com o troféu da Copa do Mundo no Salão Oval, na Casa Branca. Foto de agosto de 2025. — Foto: Divulgação/Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrou em contato diretamente com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para “entender melhor o motivo” do cartão vermelho aplicado ao atacante americano Folarin Balogun durante o jogo contra a Bósnia e Herzegovina, na última quarta (1).

Segundo uma autoridade dos EUA, Trump conversou com Infantino sobre a razão da suspensão aplicada contra o jogador, que ficaria fora do jogo contra a Bélgica. A partida, válida pelas oitavas de final, acontece na segunda (5), às 21h (horário de Brasília).

Para TV Globo, a autoridade norte-americana afirmou que o governo dos EUA “forneceu evidências adicionais que foram utilizadas no processo de apelação”. A autoridade também ressaltou que o processo de apelação é conduzido por um conselho independente.

Folarin Balogun, dos EUA, recebe um cartão vermelho do árbitro Raphael Claus. — Foto: Phil Noble / Reuters

Folarin Balogun, dos EUA, recebe um cartão vermelho do árbitro Raphael Claus. — Foto: Phil Noble / Reuters

🔎 Após revisar o lance no VAR, o árbitro Raphael Claus expulsou Balogun aos 18 minutos da etapa final. O atacante recebeu o cartão vermelho por um pisão no tornozelo de Muharemovic.

Nas redes sociais, o presidente parabenizou a Fifa e disse que o órgão reverteu uma grande injustiça.

“Obrigado à FIFA por fazer o que era certo e reverter uma grande injustiça!”, publicou o presidente.

Donald Trump parabeniza Fifa por reverter cartão vermelho aplicado em atacante dos EUA durante a Copa de 2026. — Foto: Reprodução

Donald Trump parabeniza Fifa por reverter cartão vermelho aplicado em atacante dos EUA durante a Copa de 2026. — Foto: Reprodução

Durante uma coletiva de imprensa neste domingo (5), o técnico da seleção norte-americana, Mauricio Pochettino, celebrou a decisão.

“Fomos punidos o suficiente contra a Bósnia-Herzegovina ao jogar com um a menos por 30 minutos, em uma decisão completamente injusta. E não só porque sou o técnico da seleção dos Estados Unidos e preciso defender meu lado. É porque acredito que 99,9% das pessoas concordam que aquele cartão vermelho foi injusto”, disse o treinador argentino.

O que motivou a suspensão do cartão vermelho?

Na prática, a suspensão de Balogun foi convertida em um período probatório de um ano. Se ele cometer outra falta grave nesse intervalo, a punição automática é revogada e ele terá que cumprir a sanção.

O Comitê Disciplinar da Fifa utilizou o artigo 27 do seu Código Disciplinar para livrar o atacante. O texto prevê que o órgão pode “suspender total ou parcialmente a aplicação de uma medida disciplinar”.

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Federação belga reclama da decisão

Folarin Balogun, dos EUA, durante jogo contra a Bósnia e Herzegovina. — Foto: Phil Noble / Reuters

Folarin Balogun, dos EUA, durante jogo contra a Bósnia e Herzegovina. — Foto: Phil Noble / Reuters

Já a Federação Belga de Futebol não gostou da suspensão do cartão vermelho. Em um comunicado oficial, a instituição manifestou “surpresa” que Balogun poderá jogar a próxima partida. Os belgas argumentam que o “Artigo 66.4 do mesmo Código Disciplinar da Fifa prevê claramente que um cartão vermelho (expulsão) resulta automaticamente em suspensão para a próxima partida da equipe, como tem sido o caso de todos os cartões vermelhos anteriores aplicados durante esta Copa”.

A entidade que rege o futebol da Bélgica também apontou que a liberação do atacante contraria diretamente o Artigo 10.5 do Regulamento da própria Copa do Mundo de 2026, reforçando que a punição deveria ser automática. De acordo com os belgas, essa regra foi reafirmada pela Fifa em circulares e reuniões oficiais antes de cada partida do torneio.

Sob a alegação de proteger os princípios fundamentais de “fair play” e os direitos das seleções participantes, a federação belga informou que já está investigando todas as opções potenciais diante do caso.

Agora no g1

Agora no g1

Folarin Balogun, dos EUA, comete falta em Tarik Muharemovic, da Bósnia e Herzegovina, antes de receber o cartão vermelho. — Foto: Pedro Nunes / Reuters

Folarin Balogun, dos EUA, comete falta em Tarik Muharemovic, da Bósnia e Herzegovina, antes de receber o cartão vermelho. — Foto: Pedro Nunes / Reuters