Dólar sobe e fecha a R$ 5,13 com tensões entre EUA e Irã no foco; Ibovespa cai
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar fechou em alta de 0,45% nesta segunda-feira (13), cotado a R$ 5,1315, conforme investidores seguiam atentos às tensões no Oriente Médio. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 1,20%, aos 175.739 pontos.
▶️ A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã ficou no centro das atenções dos mercados financeiros. Após novos ataques entre os dois países, Teerã decidiu voltar a fechar o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo.
- Com isso, os preços da commodity voltaram a subir nesta segunda-feira (13). Perto das 15h50, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 9,25%, cotado a US$ 83,04. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, subia 9,23%, cotado a US$ 78,00 por barril.
▶️ As tentativas do governo brasileiro de negociar as tarifas impostas pelos EUA também seguem no radar. O prazo para a Casa Branca decidir se coloca em prática ou não a ofensiva tarifária, com taxas de 25% e 12,5% contra o Brasil, termina na quarta-feira (15).
▶️ Na agenda econômica, investidores avaliam dados de vendas do varejo e o volume de serviços de maio, além da divulgação do IBC-Br, indicador mensal de atividade do Banco Central do Brasil.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
- Acumulado da semana: +0,46%;
- Acumulado do mês: -0,61%;
- Acumulado do ano: -6,51%.
📈Ibovespa
- Acumulado da semana: -1,20%;
- Acumulado do mês: +2,16%;
- Acumulado do ano: +9,07%.
Escalada das tensões no Oriente Médio
O Irã bombardeou, nesta segunda-feira (13), bases militares dos Estados Unidos em Bahrei, Kuwait, Omã e na Jordânia, em retaliação a ataques norte-americanos contra alvos iranianos.
Além disso, o governo iraniano ameaçou abandonar o acordo de paz na guerra no Oriente Médio firmado com os EUA em junho caso Washington não mantenha seus compromissos para encerrar o conflito.
“Cada vez que a outra parte [EUA] deixou de cumprir suas obrigações, nós também não cumpriremos as nossas e continuaremos a agir dessa forma”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, sobre o mais recente episódio de hostilidades entre os dois países.
Como resposta, o Irã afirmou ter fechado “por tempo indeterminado” o Estreito de Ormuz para navios comerciais e retaliou contra bases dos EUA no Oriente Médio. O Estreito é uma das principais rotas marítimas comerciais do petróleo.
O governo de Donald Trump contestou a alegação, e disse que a via marítima permanece aberta. O trânsito de embarcações na região, no entanto, permaneceu majoritariamente paralisado.
Os dois países voltaram a trocar ataques com maior frequência ao longo deste fim de semana, algo que viola o frágil acordo de paz firmado no dia 17 de junho, que formalizou um cessar-fogo mais duradouro e um caminho para um tratado definitivo.
O governo do Irã afirmou nesta segunda que segue o diálogo diplomático com os países mediadores do conflito —Catar, Paquistão e Omã— para “evitar uma escalada” que leve à retomada plena da guerra contra os EUA.
Bolsas globais
Em Wall Street, os índices fecharam em queda, em meio às preocupações com a nova escalada das tensões entre EUA e Irã.
O Dow Jones teve queda de 0,26%, enquanto o S&P 500 recuou 0,78% e o Nasdaq Composite caiu 1,55%.
Na Europa, a maioria das bolsas da região fechou em alta, de olho no aumento dos preços do petróleo no mercado internacional. O índice pan-europeu STOXX 600 ficou estável.
Entre os principais índices, o DAX, da Alemanha, subiu 0,19%, enquanto o CAC-40, da França, teve alta de 0,31% e o FTSE 100, do Reino Unido, avançou 0,01%.
Na Ásia, as bolsas fecharam mistas. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 1,79%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, perdeu 2,06%.
O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,16%, enquanto o Nikkei, do Japão, recuou 1,92% e o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 8,95%.
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Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025. — Foto: Tatan Syuflana/ AP
Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025. — Foto: Tatan Syuflana/ AP


