EUA atacam usina nuclear do Irã em construção e Teerã pede que ONU condene ação
EUA concluem nona noite consecutiva de ataques contra o Irã
O Irã pediu à agência nuclear da ONU que condene os ataques dos EUA que, segundo o país, tiveram como alvo a usina nuclear de Darkhovin, em construção no sudoeste do país.
“O Irã espera que o Conselho de Governadores da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) e o Diretor-Geral da AIEA, que ocasionalmente fazem declarações políticas sobre a questão nuclear iraniana, declarem claramente sua posição sobre o assunto, condenando o crime dos EUA”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, em uma coletiva de imprensa em Teerã nesta segunda-feira (20).
Além da instalação, os ataques dos EUA também atingiram vários locais na cidade portuária de Bushehr, no sul do Irã, onde fica a única usina nuclear civil do país, informou a mídia estatal iraniana Irna.
Em comunicado divulgado na noite deste domingo (19), o Comando Central dos EUA (Centcom), responsável pelas ofensivas no Oriente Médio, informou ter concluído a nona noite consecutiva de ataques contra o Irã.
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Fumaça sobe após uma explosão em local não identificado durante ataques dos Estados Unidos contra o Irã — Foto: U.S. Central Command/Handout via REUTERS
Fumaça sobe após uma explosão em local não identificado durante ataques dos Estados Unidos contra o Irã — Foto: U.S. Central Command/Handout via REUTERS
Segundo os militares americanos, os alvos incluíram centros de comando, sistemas de defesa aérea, locais de lançamento de mísseis e drones e redes de comunicação, e a operação teve como objetivo reduzir a capacidade iraniana de atacar embarcações comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz.
O porta-voz do chanceler iraniano também afirmou nesta segunda que Teerã não permitirá que Ormuz seja usado por seus inimigos para ameaçar a segurança do país:
“Não podemos permitir que esta hidrovia seja usada indevidamente novamente para ameaçar a segurança e os interesses nacionais do Irã”, disse Baghaei, acrescentando que o país está “determinado a tomar as medidas necessárias” para salvaguardar sua soberania.
O presidente norte-americano, Donald Trump, lamentou as mortes, em entrevista e afirmou: “Muito triste. Odiamos ver isso acontecer. É em serviço ao nosso país”.



