França se prepara para proibir uso de redes sociais para menores de 15 anos
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/n/A/wPhuOzSeS1AILQwG1BBA/2025-12-04t042158z-2119742456-rc2d1iab9ek4-rtrmadp-3-australia-socialmedia.jpg)
Jovem usa o celular em Sidney, na Austrália; país aprovou lei que proíbe acesso de menores de 16 anos às redes sociais — Foto: Hollie Adams/Reuters
Jovem usa o celular em Sidney, na Austrália; país aprovou lei que proíbe acesso de menores de 16 anos às redes sociais — Foto: Hollie Adams/Reuters
O Parlamento francês deverá proibir o uso de redes sociais por menores de 15 anos na terça-feira (21), após deputados e senadores chegarem a um acordo nesta segunda-feira (20) sobre a legislação que implementará a medida, que ganha força em todo o mundo.
O presidente francês, Emmanuel Macron, quer fazer da proteção das crianças nas redes sociais e da regulamentação do tempo de uso de telas uma das principais conquistas de seu segundo mandato, que termina em maio de 2027.
“Amanhã [terça-feira], a França será o primeiro país da Europa a estabelecer uma maioria digital para melhor proteger nossas crianças online”, anunciou a ministra delegada do Setor Digital, Anne Le Hénanff, na rede social X.
Agora no g1
A Assembleia Nacional (câmara baixa) e o Senado (câmara alta) da França votarão a versão mais recente da lei na terça-feira (21), após terem chegado a um acordo nesta segunda-feira sobre o mecanismo de implementação.
Sete senadores e sete deputados concordaram, em geral, em proibir o acesso de menores de 15 anos a redes sociais, com exceções como enciclopédias online.
Os parlamentares optaram, portanto, pela formulação da Assembleia Nacional, segundo diversas fontes parlamentares, em detrimento da proposta do Senado, que defendia a criação de uma lista de plataformas proibidas.
A senadora centrista Catherine Morin-Desailly reconheceu que esta última opção exigiria mais tempo para implementar a proibição.
O texto também inclui a proibição de celulares no ensino médio, assim como já ocorre no ensino fundamental.
Na semana passada, a Comissão Europeia anunciou que considera estabelecer um acesso “progressivo e gradual” de crianças e adolescentes a plataformas digitais.




