Peru rompe relações diplomáticas com Irã e acusa país de incentivar conflitos
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Em comunicado, o governo peruano afirmou que condena a “escalada de conflitos” no Oriente Médio e acusou o Irã de incentivar a violência na região. A decisão foi tomada um mês após Keiko Fujimori assumir como presidente do país.
O Peru também criticou as “severas restrições” impostas pelo regime iraniano e a interrupção do comércio internacional pelo Estreito de Ormuz desde março de 2026.
Segundo o governo, as medidas violam princípios como a liberdade de navegação e o direito de passagem por estreitos usados no trânsito marítimo internacional.
A chancelaria peruana afirmou ainda que as restrições têm impacto sobre os preços da energia e a estabilidade das cadeias globais de abastecimento.
O Peru também criticou a atuação do Irã em relação ao programa nuclear. Segundo o governo peruano, Teerã tem dificultado o trabalho da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) ao negar, em diferentes ocasiões, acesso de inspetores a instalações nucleares.
O governo peruano afirmou que a decisão de romper relações foi tomada com base em sua “histórica vocação pacifista” e no compromisso com o direito internacional e a defesa da democracia.
Segundo a chancelaria, a decisão foi comunicada ao Irã por meio de uma nota diplomática entregue pela Embaixada iraniana no Equador, que também atua como representação diplomática do país no Peru.
O Irã não havia se manifestado sobre a decisão até a última atualização desta reportagem.
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A ex-candidata Keiko Fujimori, durante declaração à imprensa na qual anunciou que irá reconhecer o resultado das eleições presidenciais do Peru, em Lima, na segunda-feira (19) — Foto: Reuters/Sebastian Castaneda
A ex-candidata Keiko Fujimori, durante declaração à imprensa na qual anunciou que irá reconhecer o resultado das eleições presidenciais do Peru, em Lima, na segunda-feira (19) — Foto: Reuters/Sebastian Castaneda
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