General russo acusado de ordenar ataque contra hospital infantil na Ucrânia é baleado na cabeça

General Nikolai Varpakhovich foi baleado na cabeça — Foto: Exército da Rússia

General Nikolai Varpakhovich foi baleado na cabeça — Foto: Exército da Rússia

Um general russo apontado por Kiev como responsável por ordenar um ataque contra um hospital infantil na Ucrânia foi baleado na cabeça, informou a imprensa europeia nesta quinta-feira (3). Nikolai Varpakhovich foi socorrido, mas o estado de saúde é desconhecido.

Segundo o site Euronews, o general foi baleado na manhã de quarta-feira (2), na região de Saratov, no leste da Rússia. Um motociclista armado atirou duas vezes contra o militar enquanto ele deixava uma loja.

O jornal britânico “The Telegraph” afirmou que canais no Telegram ligados aos serviços de segurança russos confirmaram que o homem baleado é Varpakhovich.

A agência estatal russa Tass noticiou o caso, mas omitiu o nome do general. A agência afirmou apenas que um militar foi alvo de uma tentativa de homicídio e que o caso está sendo investigado.

Apenas no hospital, duas pessoas morreram e mais de 30 ficaram feridas, incluindo nove crianças. Em toda a cidade, o ataque deixou mais de 30 mortos.

Fachada de hospital pediátrico em Kiev após bombardeio russo, em 8 de julho de 2024. — Foto: Gleb Garanich/ Reuters

Fachada de hospital pediátrico em Kiev após bombardeio russo, em 8 de julho de 2024. — Foto: Gleb Garanich/ Reuters

À época, autoridades ucranianas afirmaram que mais de 600 crianças estavam no hospital recebendo atendimento naquele dia. Um alerta chegou a ser emitido antes do ataque, mas nem todos saíram a tempo. O prédio da instituição ficou parcialmente destruído.

Ainda em 2024, a União Europeia anunciou sanções contra Varpakhovich e outras autoridades russas por causa do ataque ao hospital infantil.

Segundo o “The Telegraph”, nesta semana, o Serviço de Segurança da Ucrânia acusou o general de crimes de guerra pelo bombardeio. De acordo com a investigação, Varpakhovich deu a ordem para o ataque.

VÍDEOS: agora no g1

Agora no g1

Agora no g1