Trump nomeia secretário interino para o Exército dos EUA após crise entre antecessor e chefe do Pentágono
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/l/b/THvW0iSzay7bwzU84vAA/2026-04-16t104227z-958741893-mt1sipa000t0neu4-rtrmadp-3-sipa-usa.jpg)
Adam Telle foi anunciado por Trump como secretário interino do Exército dos EUA — Foto: Michael Brochstein/Sipa USA/Reuters
Adam Telle foi anunciado por Trump como secretário interino do Exército dos EUA — Foto: Michael Brochstein/Sipa USA/Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (3) que está nomeando Adam Telle como secretário interino do Exército dos EUA. Telle ocupa atualmente o cargo de secretário assistente do Exército para obras civis.
“Adam Telle é um grande patriota, respeitado por todos”, afirmou o presidente em um post na sua rede social Truth Social.
Telle atua no Gabinete de Obras Civis do Exército desde agosto de 2025, segundo o Legistorm, site que monitora legisladores e assessores do Congresso americano. Antes disso, Telle passou 20 anos trabalhando principalmente no Congresso para legisladores, inclusive como chefe de gabinete do senador republicano Bill Haggerty, do Tennessee, entre 2021 e 2025.
Ele trabalhou por 18 meses na Casa Branca durante o primeiro mandato de Trump, atuando como assistente especial do presidente para assuntos legislativos, informou o Legistorm, e também trabalhou por mais de 10 anos para o falecido senador republicano Thad Cochran, do Mississippi.
O militar vai supervisionar a maior força de combate do país em um momento em que os EUA ainda estão envolvidos em conflito com o Irã e forças significativas do Exército estão estacionadas no Oriente Médio.
Atritos e saída do cargo
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/I/n/BxUWgYTvKVAVB23ucvhA/fotojet-2026-08-21t181030.176.jpg)
O Secretário do Exército, Dan Driscoll, presta depoimento durante uma audiência no Senado americano em maio de 2026. — Foto: Nathan Posner/Reuters
O Secretário do Exército, Dan Driscoll, presta depoimento durante uma audiência no Senado americano em maio de 2026. — Foto: Nathan Posner/Reuters
Segundo a imprensa americana, Driscoll e Hegseth entraram em atritos frequentes desde que o segundo assumiu o cargo, em janeiro de 2025. O secretário de Guerra é aliado do presidente dos EUA, Donald Trump.
A tensão entre Driscoll e Hegseth teria resultado na demissão do chefe do Estado-Maior do Exército, general Randy George, em abril.
Driscoll e George eram parceiros próximos, segundo o jornal “The Wall Street Journal”, e desenvolviam juntos projetos de renovação tecnológica no Exército. Os dois também viajaram juntos para a Ucrânia antes da demissão do general.
A remoção de George provocou críticas a Hegseth entre deputados e senadores do próprio partido, os republicanos.
Em comunicado enviado ao WSJ, a Casa Branca elogiou o trabalho de Driscoll. A porta-voz Anna Kelly afirmou que o secretário foi eficaz na implementação da agenda de Trump, na preparação das Forças Armadas para operações militares e nas negociações entre Rússia e Ucrânia.
Hegseth x liderança militar
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/P/C/OQdZA4T2SL81zZvtHCug/ap26169226331579.jpg)
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, fala durante uma declaração à imprensa ao chegar para uma reunião de ministros da defesa da OTAN na sede da organização em Bruxelas, quinta-feira, 18 de junho de 2026. — Foto: AP Photo/Virginia Mayo
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, fala durante uma declaração à imprensa ao chegar para uma reunião de ministros da defesa da OTAN na sede da organização em Bruxelas, quinta-feira, 18 de junho de 2026. — Foto: AP Photo/Virginia Mayo
Hegseth chegou a servir no Exército dos EUA e atuou no Iraque e no Afeganistão, mas fez carreira como âncora do canal de TV conservador Fox News antes de ser indicado por Trump para comandar o Pentágono.
A chegada de Hegseth à chefia do Departamento de Guerra foi vista com desconfiança pela liderança militar dos EUA, composta em grande parte por funcionários de carreira.
No primeiro semestre de 2026, o secretário passou a promover uma “limpa” na alta cúpula das Forças Armadas. Uma reformulação militar ampla é incomum na história do país, ainda mais em momentos de conflito aberto, como a guerra contra o Irã.
Agora no g1




