Irã acelera ritmo de construção em suposta área nuclear na montanha Pickaxe, segundo analistas dos EUA
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Imagem de satélite mostra a instalação nuclear de Natanz e a montanha Pickaxe, em 30 de junho de 2026 — Foto: Vantor/Handout via REUTERS
Imagem de satélite mostra a instalação nuclear de Natanz e a montanha Pickaxe, em 30 de junho de 2026 — Foto: Vantor/Handout via REUTERS
O Irã acelerou neste ano o ritmo de construção em uma suposta área nuclear subterrânea, segundo uma análise de imagens de satélite divulgada por analistas dos Estados Unidos.
Analistas do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), com sede em Washington, revisaram imagens de satélite que abrangem seis anos, a mais recente de 9 de agosto.
“No conjunto, as imagens mostram mais atividade nas entradas da montanha Pickaxe em 2026 do que em qualquer outro momento da história do local”, escreveram os analistas do CSIS. “Há um claro aumento da atividade de construção [neste ano], que corresponde à elevação e ao reforço dos acessos aos portais, ao asfaltamento da rede viária interna, ao reforço ao redor das áreas de acesso e ao nivelamento e remoção do material de escavação”, acrescentaram.
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Os analistas destacaram, no entanto, que não podem refutar nem corroborar uma suposta afirmação da inteligência israelense de que o Irã teria transferido centrífugas para a montanha Pickaxe.
“Vamos atacar esta área muito em breve, e com muita força”, disse Trump à época. No entanto, até o momento a ameaça parece não ter sido cumprida.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão da ONU que regula o uso de energia nuclear a nível mundial, solicitou informações sobre a montanha Pickaxe e acesso à instalação. O Irã supostamente nunca respondeu aos pedidos da agência, segundo o CSIS.
A fortificação enterrada em uma montanha de granito seria difícil de destruir mesmo com as munições não nucleares mais pesadas dos Estados Unidos, afirmaram os analistas.
A guerra entre Estados Unidos e Irã completou seis meses no início de setembro. Teerã executou novos ataques nesta quarta-feira contra alvos americanos no Oriente Médio em represália aos bombardeios das forças americanas contra petroleiros iranianos.



