Disputa pela final da Copa do Mundo de 2030 vira alvo de polêmica entre Marrocos e Espanha
Antes de receber jogos da Copa de 2030, o Marrocos já era um ponto de encontro entre povos
A Fifa ainda não anunciou qual dos três países que vão receber a competição — Espanha, Portugal ou Marrocos — sediará a final. A organização disse que o anúncio será feito em um momento oportuno.
O primeiro-ministro marroquino, Aziz Akhannouch, criticou o presidente da Federação Real Marroquina de Futebol (RMFF), Fouzi Lekjaa, que havia declarado, durante um evento de um partido político, que Casablanca teria a “honra” de receber a decisão.
“Não se ofereçam para sediar a grande final no Marrocos enquanto ainda não discutimos o assunto com nossos aliados, Espanha e Portugal. Deveria haver um pouco de respeito, irmãos”, disse Akhannouch.
“Parem de usar promessas eleitorais para nos tirar o chão. Essas são questões de grande importância. Decidir onde a final será realizada é uma questão de grande peso.”
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Taça da Copa do Mundo 2026 que será erguida neste domingo. — Foto: JUAN MABROMATA/AFP
Taça da Copa do Mundo 2026 que será erguida neste domingo. — Foto: JUAN MABROMATA/AFP
O presidente da Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Rafael Louzán, também rejeitou a declaração do dirigente marroquino e defendeu que a final seja realizada na Espanha.
Louzán classificou a promessa de Lekjaa como um “slogan eleitoral” e afirmou que o país tem motivos para receber a decisão, entre eles o fato de ser o atual campeão mundial.
“Embora nenhuma decisão tenha sido tomada [pela Fifa], acredito que a Espanha seja o lugar certo, pois não poderia ser de outra forma. Como vocês sabem, atualmente somos campeões mundiais”, disse Louzán à rádio Cadena SER.
“Acredito que a capacidade organizacional da Espanha para grandes eventos é inquestionável e é por isso que a realidade dita que a grande final não pode e não deve ser realizada em nenhum outro lugar que não seja a Espanha.”
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