Na ONU, Netanyahu rebate acusação de genocídio e critica prefeito de NY; Mamdani reage: ‘Repetiu mentiras’
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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, discursando na 81° Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York. — Foto: Mike Segar / Reuters
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, discursando na 81° Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York. — Foto: Mike Segar / Reuters
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou nesta quinta-feira (24) o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, de antissemitismo. A declaração foi feita durante o discurso do israelense na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Em julho, Mamdani havia ameaçado prender Netanyahu (leia mais abaixo).
O premiê israelense chamou de ‘covardes morais’ as delegações que deixaram o plenário em protesto contra seu discurso e acusou países ocidentais de ceder a “multidões antissemitas”. O premiê também rejeitou as acusações de genocídio contra Israel na guerra em Gaza.
“Israel não cometeu genocídio. Israel impediu um genocídio”, afirmou.
O líder israelense disse, em resposta à denúncia, que Israel tomou medidas para reduzir o número de vítimas civis durante a guerra. Ele citou o envio de mensagens e panfletos para alertar moradores de áreas de combate e a vacinação contra a pólio em Gaza.
O primeiro-ministro chamou de “a maior mentira do século” a acusação de genocídio contra Israel e afirmou que o Hamas usa civis como escudos humanos.
Ao se dirigir a Mamdani, o premiê afirmou que judeus “não se sentem mais seguros em Nova York” desde a eleição do prefeito. Também acusou o político de fazer “acusações falsas e repetidas” de genocídio contra Israel e disse que Mamdani tentou impedir sua presença na ONU.
“Você não pode me silenciar. Você não pode silenciar a verdade”, afirmou Netanyahu.
A resposta de Mamdani
Pouco após o discurso, o prefeito de Nova York rebateu as falas de Netanyahu. Mamdani acusou o premiê israelense de repetir mentiras infundadas com o objetivo de “maquiar o genocídio contra os palestinos”.
O prefeito acrescentou ainda que “nenhuma mentira” pode mudar o fato de que Netanyahu segue alvo de um mandado de prisão do Tribunal Internacional.
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Zohran Mamdani, prefeito de Nova York — Foto: Brendan McDermid/Reuters
Zohran Mamdani, prefeito de Nova York — Foto: Brendan McDermid/Reuters
Netanyahu crítica a Europa
Ainda no discurso na ONU, Netanyahu relacionou as acusações contra Israel ao antissemitismo. Segundo ele, judeus passaram a ser ameaçados e atacados em diferentes cidades do mundo por causa de sua identidade.
Netanyahu também criticou líderes de países da Europa Ocidental que, segundo ele, “cederam às multidões antissemitas” e escolheram “fraqueza” e “apaziguamento”.
👉Autoridades palestinas afirmam que mais de 73 mil pessoas foram mortas na ofensiva de Israel contra a Faixa de Gaza, lançada após terroristas do Hamas matarem cerca de 1.200 pessoas no sul de Israel, em outubro de 2023.
Vaias e aplausos
Delegações deixam plenário antes de discurso de Netanyahu na ONU
O líder israelense começou seu discurso sob vaias e com a saída de diversos delegados do plenário. Antes de iniciar a fala, Netanyahu ironizou os representantes que deixaram a sessão. Também foram aplausos de um grupo de apoiadores que estava na galeria superior.
“Se mais algum covarde moralmente quiser sair, que saia agora!”, afirmou.
Em seguida, ele disse que a ofensiva israelense contra instalações nucleares do Irã teria servido para a proteção de todo o mundo. Netanyahu se referia aos ataques militares israelense de junho do ano passado.
“Israel, ao se defender, também está defendendo muitos dos países cujos delegados acabaram de deixar este plenário”, afirmou Netanyahu. Segundo ele, alguns líderes estrangeiros chegaram a agradecer Israel em particular por ter destruído instalações do programa nuclear iraniano.
O primeiro-ministro disse ainda que a decisão de atacar o programa nuclear de Teerã foi difícil, mas necessária. “Se não tivéssemos feito isso, estaríamos todos mortos”, declarou.
A fala ocorre durante o terceiro dia do debate geral da 81ª sessão da Assembleia Geral, em meio ao crescente isolamento diplomático de Netanyahu.
Reino Unido e França, antigos aliados de Israel, adotaram medidas contra produtos provenientes de assentamentos israelenses na Cisjordânia, enquanto o presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu o reconhecimento do Estado palestino em seu discurso na ONU, na última segunda-feira (21).
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