Em meio à corrida eleitoral, inadimplência volta a subir e bate novo recorde em agosto
A taxa de inadimplência média total registrada pelos bancos nas operações de crédito subiu de 4,9% para 5% de julho para agosto, informou nesta terça-feira (29) o Banco Central (BC).
O valor atingiu, assim, o maior patamar desde o início da série histórica revisada pela autoridade monetária, em março de 2011.
O indicador de inadimplência do Banco Central considera as operações com atraso superior a 90 dias, tanto das pessoas físicas quanto das empresas.
- No caso das pessoas físicas, a inadimplência subiu de 5,8%, em julho, para 6% em agosto, o maior patamar da série histórica.
- Já para as empresas, a inadimplência ficou estável em 3,3% em no mês passado, o maior valor desde outubro de 2017 (3,4%).
Agora no g1
Programas de renegociação de dívidas
A proposta é que a União compre as carteiras de crédito das instituições financeiras com deságio de 90%. Com isso, a estimativa é desembolsar R$ 15 bilhões para adquirir os R$ 150 bilhões em dívidas.
O programa será voltado para dívidas de cartão de crédito, nas modalidades parcelada e rotativa, e de crédito pessoal sem consignação em folha. Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, serão consideradas dívidas de até R$ 10 mil.
Governo anuncia terceira etapa do programa Desenrola
Uso do cartão de crédito segue alto
A estratégia do governo de combater o alto nível de endividamento da população integra um pacote de ações que contempla, também, a proibição das apostas online — as chamadas bets.
➡️De janeiro a agosto deste ano, os bancos liberaram R$ 311 bilhões por meio dessa linha de crédito, se aproximando dos R$ 400 bilhões desembolsados em 2025 (o maior dos últimos anos).
➡️A taxa de juros do cartão de crédito rotativo, a mais alta de todas, somou 445% ao ano em agosto deste ano. No crédito consignado, por exemplo, as taxas variam de cerca 24% a 56% ao ano.
- O crédito rotativo do cartão de crédito é acionado por quem não pode pagar o valor total da fatura na data do vencimento.
- Segundo analistas, essa forma de crédito deve ser evitada. A recomendação é que os clientes bancários paguem todo o valor da fatura mensalmente.
- Em janeiro de 2024, o Congresso e o governo limitaram o endividamento do cartão de crédito rotativo. Desde então, ficou determinado que o valor do débito não pode exceder o valor original da dívida.
- Se a dívida for de R$ 100, por exemplo, a dívida total, com a cobrança de juros e encargos, não poderá exceder R$ 200.



