Dólar oscila e Ibovespa sobe, de olho em preços do petróleo e pesquisas eleitorais
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar opera com volatilidade nesta quinta-feira (8), e marcava estabilidade perto das 11h20, cotado R$ 5,0107. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tinha alta de 1% no mesmo horário, aos 206.353 pontos.
Investidores acompanham a disparada nos preços do petróleo, após notícias de que o governo Trump pode fazer novos ataques ao Irã. Dados do mercado de trabalho americano e sinais sobre o futuro dos juros no país também ficam no radar. Por aqui, o cenário eleitoral segue em foco.
▶️Sinais de que o governo Trump planeja realizar novos ataques contra o Irã antes das eleições legislativas voltaram a pressionar os preços do petróleo nesta quinta-feira. Somado aos novos ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz, investidores seguem preocupados com os efeitos da guerra nos preços globais de energia.
- Com o noticiário, os preços do petróleo operavam em alta nesta quinta-feira. Perto das 11h20, o barril do Brent, referência internacional, subia 4,53%, cotado a US$ 104,74. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência dos EUA, avançava 4,46%, a US$ 92,22 o barril.
▶️ Na agenda econômica, o destaque fica com os novos dados de emprego dos Estados Unidos. Segundo dados do Departamento de Trabalho americano, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram 2 mil, para 197 mil na semana encerrada em 3 de outubro. O número indica uma estabilidade contínua no mercado de trabalho, apesar da desaceleração no crescimento do emprego.
▶️No Brasil, o foco fica com as novas pesquisas eleitorais do Datafolha, com os números da corrida presidencial e da disputa pelos governos do Rio de Janeiro e do Distrito Federal. Os levantamentos foram contratados pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
- Acumulado da semana: -3,94%;
- Acumulado do mês: -3,17%;
- Acumulado do ano: -8,71%.
📈Ibovespa
- Acumulado da semana: +7,13%
- Acumulado do mês: +10,45%;
- Acumulado do ano: +27,73%.
Eleições 2026
Investidores aguardam os números das novas pesquisas eleitorais. Na véspera, Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência no segundo turno, disse que pretende aproveitar a maioria de seu grupo político no Congresso para mudar a Constituição, caso seja eleito.
Durante evento em Goiânia, após receber o apoio de Ronaldo Caiado e Daniel Vilela, o candidato afirmou que quer eleger um aliado para a presidência da Câmara e usar essa composição para promover as mudanças, mas não especificou quais pontos da Constituição pretendia alterar.
O candidato disse que essas mudanças teriam de ser feitas por meio de Propostas de Emenda à Constituição (PECs) e afirmou que pretende agir com “ponderação” e respeito à Constituição.
A reforma do Judiciário e a redução da maioridade penal já aparecem entre suas propostas.
- 🔍 Para aprovar uma mudança na Constituição, é preciso apresentar uma PEC, que passa por dois turnos de votação na Câmara e no Senado e precisa de pelo menos três quintos dos votos em cada Casa — 308 deputados e 49 senadores.
A Constituição também estabelece limites às mudanças, como a proteção às chamadas cláusulas pétreas, que incluem direitos e garantias individuais, voto direto e secreto e a separação dos Poderes.
Bolsas globais
Em Wall Street, os três principais índices americanos operavam em queda, em meio à alta dos preços do petróleo e com os rendimentos dos títulos públicos americanos oscilando próximos a níveis recordes.
Perto das 11h20, o Dow Jones caía 0,01%, enquanto o S&P 500 recuava 0,28% e o Nasdaq Composite perdia 0,41%.
Na Europa, o dia era majoritariamente negativo. No mesmo horário, o DAX, da Alemanha, caía 0,57%, enquanto o CAC-40, da França, perdia 0,13% e o FTSE 100, do Reino Unido, subia 0,33%.
Na Ásia, houve queda generalizada entre as bolsas da região, conforme investidores repercutiam novas tensões políticas, rendimentos globais mais elevados a temporada de balanços corporativos locais.
O SSEC, índice de Xangai, caiu 0,8%, enquanto o CSI300, índice que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, perdeu 1,09%. Entre os demais índices da região, o Nikkei, do Japão, recuou 1,42%, o Kospi, da Coreia do Sul, teve queda de 2,62% e o Hang Seng, de Hong Kong, desvalorizou 1,43%.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/a/S/u3TO0vRgyBsplTZYCmeA/2025-02-04t203004z-2-lynxmpel130tf-rtroptp-4-usa-trump-migration-colombia.jpg)
Notas de dólar. — Foto: Luisa Gonzalez/ Reuters
Notas de dólar. — Foto: Luisa Gonzalez/ Reuters


