Declaração apoiada por 60 países condena cobrança de pedágio em rotas marítimas
Após troca de ataques a petroleiros, Irã anuncia ‘área restrita’ no Estreito de Ormuz
Sessenta países apoiaram, nesta segunda-feira (12), uma declaração comprometendo-se a trabalhar para preservar a liberdade de navegação e opondo-se à introdução de pedágios em estreitos utilizados para navegação internacional.
O documento foi assinado por países que são membros da União Europeia, Austrália, Japão e Reino Unido, por exemplo.
“Apoiamos as iniciativas multilaterais defensivas e não escalatórias em curso, destinadas a preservar a liberdade de navegação. Nós nos opomos a quaisquer medidas, incluindo a imposição de taxas ilegais, pedágios, restrições discriminatórias, exigências de autorização prévia ou outras condições que possam dificultar ou prejudicar a navegação legal em estreitos utilizados para navegação internacional”, diz a declaração.
Desde o começo da guerra entre EUA e Irã, a cobrança de tarifas para navegação pelo Estreito de Ormuz vem sendo especulada.
Explosão de petroleiro no Estreito de Ormuz
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Embarcações perto de Ormuz. — Foto: Reuters
Embarcações perto de Ormuz. — Foto: Reuters
Os militares não informaram o nome, a bandeira ou a origem da embarcação. Também não foram divulgados detalhes sobre possíveis vítimas ou a extensão dos danos.
No dia 7, um levantamento publicado pela agência de notícias Reuters mostrou que os ataques contra petroleiros no Estreito de Ormuz atingiram o maior número semanal desde o início do conflito.
Entre 28 de setembro e 5 de outubro, fontes de segurança marítima contabilizaram pelo menos 12 incidentes envolvendo embarcações que transportavam petróleo e gás na região.
Os registros incluem ataques, tentativas de ataque e ações de intimidação contra navios. Dados da Organização Marítima Internacional (OMI), agência da ONU responsável pela segurança da navegação, apontaram nove ocorrências no mesmo período.
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Mapa divulgado pelo Irã mostra controle em região do Estreito de Ormuz — Foto: Juan Silva/g1
Mapa divulgado pelo Irã mostra controle em região do Estreito de Ormuz — Foto: Juan Silva/g1

