Preço do diesel dispara 6,67% e chega a R$ 7,20 por litro no Brasil, aponta pesquisa
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Aumento ocorre em meio à disparada do petróleo no mercado internacional, provocada pelo agravamento dos conflitos no Oriente Médio. — Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Aumento ocorre em meio à disparada do petróleo no mercado internacional, provocada pelo agravamento dos conflitos no Oriente Médio. — Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O preço do diesel comum subiu 6,67% na primeira quinzena de outubro em relação à segunda metade de setembro e chegou à média de R$ 7,20 por litro no Brasil. A alta ocorre em meio à disparada do petróleo no mercado internacional, impulsionada pelo agravamento dos conflitos no Oriente Médio.
Os dados são do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que monitora os valores cobrados nos postos de combustíveis em todo o país. O levantamento foi divulgado nesta terça-feira (20).
Com o avanço registrado na primeira quinzena de outubro, o preço médio do diesel comum acumula alta de 15,2% desde janeiro, quando o litro custava R$ 6,25. Apesar da alta recente, o valor ainda está abaixo do pico registrado em abril, quando a média mensal chegou a R$ 7,51.
O diesel S-10, usado principalmente em veículos mais novos, também ficou mais caro. O preço médio subiu 5,07%, para R$ 7,46 por litro.
Entre os demais combustíveis, o etanol registrou alta de 2,38% e teve preço médio de R$ 4,31 por litro. Já a gasolina ficou praticamente estável, com leve aumento de 0,15%, e foi vendida a R$ 6,73 por litro.
- 🔎 A alta do diesel preocupa porque o combustível é amplamente usado no transporte de mercadorias, na agricultura e na indústria. Quando fica mais caro, pode elevar os custos de produção e distribuição, com reflexos nos preços pagos pelos consumidores.
Agora no g1
Por que o diesel está mais caro?
Um dos principais fatores da alta é a dependência do Brasil em relação ao diesel importado.
Embora produza petróleo, o país não consegue fabricar, em suas refinarias, todo o diesel necessário para atender ao consumo interno. Por isso, parte do combustível precisa ser importada.
Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as importações representaram 23,14% das vendas de diesel A no Brasil em agosto.
Isso significa que as oscilações dos preços internacionais e dos custos de transporte podem afetar diretamente os preços cobrados nos postos brasileiros.
O subsídio foi criado em maio deste ano para reduzir parte dos custos do combustível e evitar que toda a alta seja repassada aos consumidores. Segundo o Ministério da Fazenda, a manutenção da subvenção em outubro se deve à “persistente volatilidade dos preços internacionais do petróleo”.
Onde o diesel ficou mais caro?
A região Sul registrou os maiores aumentos do diesel na primeira quinzena de outubro. O diesel comum subiu 11,70%, para R$ 6,97 por litro. Já o S-10 teve alta de 7,50%, com preço médio de R$ 7,17.
Apesar dos reajustes, Sul e Sudeste continuaram com os menores preços médios regionais do diesel comum, de R$ 6,97 por litro.
No Centro-Oeste, o diesel comum avançou 6,97%, para R$ 7,21 por litro. O S-10 subiu 7,02%, para R$ 7,62, a maior média regional dessa modalidade.
Já o Norte registrou os combustíveis mais caros do país, considerando as médias regionais:
- Diesel comum: R$ 7,75 por litro;
- Diesel S-10: R$ 7,80 por litro;
- Etanol: R$ 5,19 por litro;
- Gasolina: R$ 7,25 por litro.
Entre os estados, Roraima registrou o diesel comum mais caro, a R$ 8,19 por litro, enquanto Minas Gerais teve o menor preço médio, de R$ 6,91.
O Paraná registrou a maior alta do diesel comum, de 12,66%, para R$ 6,94 por litro. Já o Acre teve a maior queda, de 1,60%, embora o combustível ainda custasse, em média, R$ 8 por litro.
No caso do diesel S-10, o maior preço foi registrado no Acre, a R$ 8,30 por litro, e o menor no Rio Grande do Sul, a R$ 6,95.
Entre os demais combustíveis, o etanol teve o maior preço médio em Sergipe (R$ 5,54) e o menor em São Paulo (R$ 4,03). Já a gasolina variou de R$ 7,64, em Roraima, a R$ 6,28, no Rio Grande do Sul.
Mato Grosso liderou as altas do etanol (3,96%), enquanto Pernambuco registrou o maior aumento da gasolina (2,46%). O Rio Grande do Norte teve as maiores quedas entre os dois combustíveis, de 5,07% e 3,02%, respectivamente.
