União Europeia pode liberar importação de frango e mel do Brasil após suspensão
Exportadores brasileiros de carne bovina não podem mais vender para a União Europeia
A Comissão Europeia afirmou nesta quarta-feira (21) que pretende propor a retomada das importações de carne de aves e mel do Brasil, apurou a agência de notícias Reuters.
A medida ainda precisa ser votada pelos países-membros do bloco, em uma próxima reunião do comitê responsável pelo tema.
O embargo passou a falar no dia 3 de setembro, e incluí também a carne bovina, pescados e ovos para as 27 nações do bloco.
Em nota divulgada nesta quarta, a Comissão Europeia informou que apresentou os resultados de uma auditoria realizada no Brasil sobre a produção de carne de aves e mel. Segundo o órgão, as conclusões foram positivas.
Durante a reunião, os países-membros também tiveram dúvidas sobre o alcance da proposta, os mecanismos para separar produtos destinados a diferentes mercados e os controles das prescrições veterinárias. Esses pontos foram discutidos, segundo a Comissão.
O anúncio da exclusão do Brasil da lista de fornecedores foi feita em maio.
A medida não foi motivada por irregularidades encontradas na carne brasileira, mas pela avaliação da União Europeia de que o controle feito pelo Brasil sobre o uso dessas substâncias é insuficiente.
As carnes bovina e de frango são os produtos mais afetados, pois estão entre os itens de origem animal mais exportados pelo Brasil para a UE. Ainda assim, representam uma parcela pequena do valor total exportado pelo país.
Em 24 de agosto, tiveram início ass auditorias nos setores de aves e mel, feitas por solicitação das próprias autoridades da União Europeia.
Os fiscais visitaram estabelecimentos produtivos e órgãos oficiais do país, verificando a estrutura e do funcionamento do sistema oficial de defesa agropecuária brasileiro.
E como fica a carne bovina?
A carne bovina continua embargada.
Segundo a Comissão Europeia, o Brasil ainda não consegue certificar de forma confiável que atende às exigências aplicáveis durante toda a vida dos animais. Por isso, o órgão não pretende, neste momento, propor a retomada das importações desse produto.
A retomada das exportações deste produto tende a ser demorada porque a UE exige que seus fornecedores comprovem que não houve uso de antimicrobianos durante todo o ciclo de vida do animal — que, no caso do boi, leva, em média, dois anos, explica o chefe-adjunto da Delegação da UE no Brasil, Jean-Pierre Bou.
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Bandeira da União Europeia. — Foto: Christian Lue/Unplash
Bandeira da União Europeia. — Foto: Christian Lue/Unplash


