EUA ordenam saída de funcionários da embaixada americana na Arábia Saudita
‘Mãe de todas as bombas’: como é a arma poderosa que os EUA planejam usar contra o Irã
O Departamento de Estado dos Estados Unidos ordenou a saída de funcionários não essenciais do governo americano e de familiares na Arábia Saudita em meio à escalada de tensões com os rebeldes houthis, do Iêmen, apoiados pelo Irã. A informação foi confirmada pelo governo americano nesta quarta-feira (21).
Mais cedo, a agência Reuters havia informado que os Estados Unidos se preparavam para retirar funcionários e familiares de embaixadas americanas em toda a região do Golfo.
Logo depois, o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, disse que a informação era imprecisa e afirmou que a ordem se aplica apenas à Arábia Saudita.
Em comunicado, Pigott afirmou que os houthis têm intensificado as hostilidades contra o país, incluindo ataques a aeroportos civis e outras infraestruturas críticas. Segundo o porta-voz, as ofensivas provocaram mortes de civis e interrupções no transporte.
A Embaixada dos Estados Unidos em Riad, capital saudita, também emitiu um alerta de segurança nesta quarta-feira sobre a possibilidade de novos ataques dos houthis contra o país, após ofensivas recentes, incluindo um ataque ao aeroporto da cidade.
Os Estados Unidos costumam ordenar a retirada de funcionários de regiões onde há escalada de tensões. O país adotou uma medida semelhante em janeiro deste ano, pouco mais de um mês antes do início da guerra contra o Irã.
Movimentações em bases militares e embaixadas, além de alertas de viagem, também foram comuns nos dias anteriores ao ataque de Israel ao Irã, em junho de 2024.
Plano de Israel para atacar o Irã
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O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com membros da imprensa ao sair da Casa Branca rumo ao Kansas, em Washington, DC, EUA, em 19 de outubro de 2026 — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque
O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com membros da imprensa ao sair da Casa Branca rumo ao Kansas, em Washington, DC, EUA, em 19 de outubro de 2026 — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque
Fontes ouvidas pelo jornal afirmaram que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, está pressionando pela retomada de ataques em larga escala contra o Irã.
Segundo o FT, Israel havia preparado um plano para bombardear a infraestrutura energética iraniana, incluindo instalações nucleares. A ofensiva seria ainda mais intensa do que os ataques realizados em fevereiro, quando a guerra começou.
A ideia, segundo autoridades ouvidas pelo jornal, seria pressionar o Irã a fechar um acordo rapidamente. A ofensiva estava programada para começar em 10 de outubro, mas não recebeu o apoio dos Estados Unidos.
O jornal afirmou que Trump não quer uma retomada da guerra antes das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro. A ofensiva enfrenta forte rejeição do eleitorado e contribuiu para o aumento do custo de vida no país.
O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, viajou a Israel na segunda-feira (19) e se reuniu com Netanyahu. A visita não havia sido anunciada previamente pelo Pentágono.
Israel também terá eleições parlamentares no dia 27 de outubro.
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