Governo Federal decreta emergência zoosanitária em SC após foco de doença de Newcastle

Cinco países adotam restrições a produtos avícolas após caso de Newcastle em SC

Cinco países adotam restrições a produtos avícolas após caso de Newcastle em SC

A emergência foi declarada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no mesmo dia da confirmação do foco em Nova Itaberaba, na segunda-feira (19).

A detecção da doença de Newcastle causou, até esta quinta-feira (22), a restrição da importação da carne de frango brasileira para pelo menos cinco parceiros comerciais: México, China, Chile, Malásia e Arábia Saudita (confira a restrição determinada por cada país).

“O Mapa também notificou oficialmente a ocorrência à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e comunicou o foco aos parceiros comerciais bilaterais, compartilhando as informações técnicas iniciais sobre o evento e as medidas sanitárias adotadas”.

Foco da doença de Newcastle em SC: veja perguntas e respostas

  • 🔍 O que é estado de emergência zoosanitária?

É declarado sempre que há um risco de uma doença se propagar rapidamente entre os animais. Ainda não é um alerta relacionado à saúde humana, embora as ações de prevenção sejam importantes. Ao declarar emergência, o governo consegue agilizar processos como contratar funcionários por tempo determinado, reduzir a burocracia para comprar equipamentos ou deslocar servidores entre estados.

  • O que é a doença de Newcastle e quais os impactos nas aves?

A doença de Newcastle é uma enfermidade viral que contamina aves domésticas e silvestres, podendo ser letal para esses animais. Em humanos, ela pode causar, no máximo, conjuntivite transitória, que costuma durar cerca de uma semana. A transmissão ocorre pelo contato, e não pelo consumo.

  • Onde foi detectado o foco e o que foi feito com as aves?

O Mapa confirmou o foco em uma criação comercial de perus em Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina, com 6.000 animais. A granja foi fechada e as aves foram abatidas, seguindo os protocolos sanitários para evitar a propagação da doença.

O estabelecimento foi isolado com uma barreira física e somente equipes autorizadas do Ministério e da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) podem ter acesso.

  • Houve animais doentes detectados?

Não. Houve somente a detecção do vírus, mas não da doença nos animais confinados. O ministério esclareceu ainda que, apesar da necessidade de adoção de medidas sanitárias, o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro, sem contraindicações.

A Cidasc destacou que o consumo de carne de aves e ovos de estabelecimentos inspecionados pelo Serviço Veterinário Oficial permanece seguro à população.

  • O que está sendo feito para evitar a propagação?

Uma das principais medidas preventivas em curso é a vigilância nas propriedades rurais, num raio de até 10 quilômetros do foco. Há nove equipes visitando tanto granjas comerciais quanto criações de subsistência.

Foram priorizadas as propriedades mais próximas e com previsão de entrega de aves para abate em breve. No total, 1.600 devem ser visitadas. Em 133 delas, está prevista a coleta de amostras das aves.

Aviário com perus em Santa Catarina — Foto: Arquivo/Cidasc/Divulgação

Aviário com perus em Santa Catarina — Foto: Arquivo/Cidasc/Divulgação

VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias