Dólar opera em alta, com avanço nos preços do petróleo e na reta final das eleições no Brasil; Ibovespa cai
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar opera em alta nesta quinta-feira (22), com um avanço de 0,30% perto das 15h, cotado a R$ 5,0422. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tinha queda de 1,09% no mesmo horário, aos 204.239 pontos.
A poucos dias das eleições presidenciais no Brasil, investidores repercutem as últimas pesquisas, divulgadas na véspera. O mercado ainda avalia novos balanços corporativos e segue atento às oscilações dos preços do petróleo no mercado internacional.
▶️ Na reta final das eleições, Flávio Bolsonaro está em empate técnico com Lula. Segundo a pesquisa Quaest divulgada na véspera, enquanto o candidato do PL tem 45% das intenções de voto, o petista tem 44%. A pesquisa também indicou que 44% temem volta da família Bolsonaro ao poder e 42%, mais um mandato de Lula. Mais tarde, uma nova pesquisa Datafolha deve ser divulgada.
▶️ As eleições também voltam o foco para o cenário fiscal. A poucos dias do 2º turno, o governo encaminhou ao Congresso uma PEC que prevê tarifa zero para transporte coletivo aos finais de semana em todo o país. A proposta é destinar R$ 12 bilhões das emendas parlamentares previstas para 2027 para o custeio da medida — 26,8% do total de recursos voltados para emendas.
▶️ No exterior, o petróleo enfrenta mais um dia de alta nesta quinta-feira. Além dos ataques a embarcações no Estreito de Ormuz e da queda maior do que o esperado nos estoques americanos, a Rússia e a Ucrânia voltaram a trocar ataques.
- Com isso, o barril do Brent, referência internacional, subia 3,45% perto das 15h, cotado a US$ 112,57. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 2,40%, a US$ 99,48 o barril.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
- Acumulado da semana: -0,90%;
- Acumulado do mês: -2,84%;
- Acumulado do ano: -8,41%.
📈Ibovespa
- Acumulado da semana: +0,46%
- Acumulado do mês: +10,75%;
- Acumulado do ano: +28,09%.
Petróleo volta a ficar no radar
As tensões entre os Estados Unidos e o Irã seguem influenciando as cotações do petróleo no mercado internacional. Na véspera, o Teerã informou ao comandante do Exército do Paquistão que não haverá negociações com Washington até que suas exigências sejam atendidas.
As falas reforçam o endurecimento da postura do país em relação às tratativas com os EUA, apesar dos esforços de mediação do Paquistão, seu principal interlocutor.
Segundo o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, Washington não poderá conquistar a confiança de Teerã até que cumpra as sete condições apresentadas pelo país no mês passado para a reabertura do Estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo antes da guerra.
As condições do Irã incluem, entre outras exigências, o fim do bloqueio dos EUA aos seus portos, o fim das sanções dos EUA às suas exportações de petróleo, bem como o fim das hostilidades em todas as frentes regionais.
Além disso, outro fator que influencia as cotações do petróleo nesta quinta-feira é a nova onda de ataques da Rússia contra a Ucrânia. Os dois países voltaram a trocar ataques, mesmo após os recentes esforços dos EUA para pôr fim ao conflito.
Na véspera, Moscou chegou a afirmar que estaria pronta para retomar as negociações com Kiev, enquanto o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que espera que as conversas ocorram no início de novembro. Ainda assim, os ataques seguem acontecendo entre os dois países.
Bolsas globais
Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street operavam em queda, em meio a apreensões com o setor de tecnologia.
Perto das 15h, o Dow Jones caía 0,16%, enquanto o S&P 500 recuava 1,27% e o Nasdaq Composite perdia 2,53%.
Na Europa, a maioria dos índices acionários da região caiu nesta quinta-feira, pressionados pela desvalorização das ações bancárias, enquanto os preços mais altos do petróleo e o aumento dos rendimentos dos títulos financeiros reduziram o apetite por risco.
O índice pan-europeu STOXX 600 caiu mais de 1%, a 637,74 pontos. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, recuou 1,04%, enquanto o CAC-40, da França, perdeu 1,42% e o FTSE 100, do Reino Unido, teve uma valorização de 0,27%
Na Ásia, a queda foi generalizada entre os índices acionários, à medida que as ações do setor de inteligência artificial registravam perdas, em meio a temores de que o crescimento e as valorizações fossem insustentáveis.
O SSEC, Índice de Xangai, teve queda de 1,48%, enquanto o CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, caiu 1,84%. No Japão, o Nikkei recuou 2,67% e o Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 3,52%. O Hang Seng, de Hong Kong, teve perdas de 3,03%.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
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Cédulas de dólar — Foto: Divulgação
Cédulas de dólar — Foto: Divulgação


