Trufa branca é vendida por mais de R$ 600 mil em leilão na Itália

Um homem cheira uma trufa branca vendida por 100 mil euros a um comprador de Hong Kong durante o 27º Leilão Mundial da Trufa Branca de Alba, realizado no castelo de Grinzane Cavour, próximo a Alba, no noroeste da Itália, em 8 de novembro de 2026 — Foto: Marco Bertorello / AFP

Um homem cheira uma trufa branca vendida por 100 mil euros a um comprador de Hong Kong durante o 27º Leilão Mundial da Trufa Branca de Alba, realizado no castelo de Grinzane Cavour, próximo a Alba, no noroeste da Itália, em 8 de novembro de 2026 — Foto: Marco Bertorello / AFP

Uma trufa branca de pouco mais de um quilo foi vendida por 110 mil euros, cerca de R$ 613 mil, neste domingo (8), durante o 27º Leilão Mundial da Trufa Branca de Alba, realizado perto de Turim, no norte da Itália. O comprador é de Hong Kong, segundo a agência de notícias France Presse.

O segundo lote, uma trufa de 300 gramas, foi arrematado por 12 mil euros (R$ 73,5 mil), mas o comprador decidiu não ficar com ela, por isso, foi vendida por 14 mil euros (R$ 85,8 mil reais) na segunda vez, para um empresário local.

“Este ano, a trufa sofreu um pouco com a seca. Neste momento, graças às últimas chuvas, parece que a temporada está se recuperando, e esperamos que o final do ano seja mais favorável”, declarou à AFP-TV Roberto Bodrito, presidente regional da Enoteca Piemonte Cavour.

Por que as trufas são tão caras?

Por que as trufas são tão caras?

“Nunca antes este leilão teve um caráter tão internacional: quatro novos locais, nove cidades conectadas entre si… Uma venda verdadeiramente mundial”, acrescentou.

Esta edição contou com a participação de Brasília, Londres, Macau e Vilnius, além das sedes presentes anualmente no leilão, como Hong Kong, Bangcoc e Viena. O valor arrecadado é sempre destinado a obras beneficentes na Itália e no exterior.

Mulheres com trajes medievais exibem trufas brancas durante o 27º Leilão Mundial da Trufa Branca de Alba, no Castelo de Grinzane Cavour, perto de Alba, no noroeste da Itália, em 8 de novembro de 2026. — Foto: Marco Bertorello/AFP

Mulheres com trajes medievais exibem trufas brancas durante o 27º Leilão Mundial da Trufa Branca de Alba, no Castelo de Grinzane Cavour, perto de Alba, no noroeste da Itália, em 8 de novembro de 2026. — Foto: Marco Bertorello/AFP

Desde o primeiro leilão, em 1999, cerca de 7,2 milhões de euros (R$ 44,1 milhões) foram destinados ao financiamento de um hospital na África, à reinserção social de jovens dependentes químicos e à educação de crianças em favelas.

Muito cobiçada por gourmets e chefs, a trufa branca de Alba, a mais prestigiada do mundo, é um fungo subterrâneo que cresce em simbiose com determinadas árvores, fixando-se em suas raízes.

O Tuber magnatum Pico, nome científico da trufa branca, cresce em solos que devem ser mantidos frescos e úmidos nas fases de germinação e maturação.

Uma trufa branca é exibida após ser vendida por 100 mil euros a um comprador de Hong Kong durante o 27º Leilão Mundial da Trufa Branca de Alba, no Castelo de Grinzane Cavour, perto de Alba, no noroeste da Itália, em 8 de novembro de 2026. — Foto: MARCO BERTORELLO / AFP

Uma trufa branca é exibida após ser vendida por 100 mil euros a um comprador de Hong Kong durante o 27º Leilão Mundial da Trufa Branca de Alba, no Castelo de Grinzane Cavour, perto de Alba, no noroeste da Itália, em 8 de novembro de 2026. — Foto: MARCO BERTORELLO / AFP