A barganha entre EUA e Cuba por Guantánamo; conheça a história da base americana na ilha
A barganha entre EUA e Cuba por Guantánamo
Os Estados Unidos pagam o equivalente a pouco menos de 1.800 reais por mês por um pedaço de Cuba do tamanho de Paris.
Trata-se da Baía de Guantánamo, onde fica a prisão militar americana acusada de sucessivas violações dos direitos humanos. Mas por que o aluguel é tão barato?
Tudo começou em 1898, quando os EUA ajudaram os cubanos a conquistarem independência dos espanhóis. Em troca, exigiram que Cuba assinasse um acordo que transformou a ilha em um protetorado, sob forte controle americano, e sem independência real.
Os EUA construíram várias bases militares em solo cubano. A maioria foi fechada, mas uma permaneceu: Guantánamo.
O aluguel ali foi fixado em apenas alguns milhares de dólares por ano. E o contrato? Permanente.
Então Fidel Castro assumiu o poder após a revolução de 1959. O líder comunista de Cuba entrou em choque com os EUA quase imediatamente. Cuba confiscou empresas americanas, mas não tinha como expulsar os EUA de Guantánamo.
Washington continuou enviando cheques pelo aluguel, que Castro se recusava a descontar. E o impasse nunca terminou de verdade.
Guantánamo chegou de vez ao noticiário depois do atentado às Torres Gêmeas. A partir dali, a base naval passou a ser conhecida por algo muito diferente. Os EUA a usaram para deter suspeitos de terrorismo, sem julgamento e fora dos tribunais normais.
Para muitos críticos, Guantánamo se tornou um símbolo do abuso de poder americano. Para Cuba, a base se tornou ainda mais difícil de aceitar.
Mais recentemente, Donald Trump enviou imigrantes para detenção em Guantánamo. E, já em 2026, sugeriu que os EUA poderiam “tomar Cuba”, dizendo: “Se eu libertá‑la, tomá‑la… acho que posso fazer o que quiser com ela”.
Com Guantánamo, já existe um pedaço dos EUA dentro de Cuba. Se Trump conseguir o que quer, a ilha inteira pode acabar se parecendo muito mais com o território americano.
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Foto de arquivo: Detentos são vigiados por miliares dos EUA no campo temporário X-Ray, que depois foi fechado e substituído pelo Campo Delta, na prisão de Guantánamo, em foto de 11 de janeiro de 2002 — Foto: Reuters/U.S. Department of Defense/Petty Officer 1st Class Shane T. McCoy/Handout/Files via Reuters
Foto de arquivo: Detentos são vigiados por miliares dos EUA no campo temporário X-Ray, que depois foi fechado e substituído pelo Campo Delta, na prisão de Guantánamo, em foto de 11 de janeiro de 2002 — Foto: Reuters/U.S. Department of Defense/Petty Officer 1st Class Shane T. McCoy/Handout/Files via Reuters



