Dólar abre atento a sinais de trégua na guerra no Irã
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar opera com queda na sessão desta quarta-feira (1º), recuando 0,26% por volta das 10h45, aos R$ 5,1651. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançava 0,53% aos 188.467 pontos.
O clima nos mercados globais segue influenciado pelos desdobramentos da guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. Sinais de possível redução das tensões têm sustentado o otimismo dos investidores e pressionado os preços do petróleo.
▶️ Nos EUA, o presidente Donald Trump afirmou que o conflito com o Irã pode chegar ao fim em duas a três semanas, mesmo sem um acordo formal com Teerã. O republicano também declarou na terça-feira que o país deixará o território persa “muito em breve”.
Com a possibilidade de desescalada da guerra, os preços do petróleo recuam no mercado internacional. Um pouco antes das 9h (horário de Brasília), os contratos do barril do Brent para junho caíam 2,37%, negociados a US$ 101,51.
▶️ No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo fará esforços para evitar uma alta no preço do diesel, combustível que influencia o custo dos alimentos. Ele também declarou que a guerra no Irã não pode prejudicar os brasileiros.
Para tentar segurar o preço do diesel, o governo federal e os estados anunciaram uma subvenção para importadores do combustível. O incentivo será de R$ 1,20 por litro importado, sendo metade bancada pela União e metade pelos estados.
▶️ Na agenda econômica, os investidores acompanham a divulgação de dados de emprego no setor privado dos EUA, medidos pela ADP, além dos índices de gerentes de compras (PMI) da indústria calculados pela S&P Global e pelo Instituto para Gestão da Oferta (ISM).
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
- Acumulado da semana: -1,20%;
- Acumulado do mês: +0,87%;
- Acumulado do ano: -5,65%.
📈Ibovespa
- Acumulado da semana: +3,25%;
- Acumulado do mês: -0,70%;
- Acumulado do ano: +16,35%.
Trump sinaliza saída da guerra no Irã
O presidente dos EUA, Donald Trump, indicou que a participação americana no conflito pode terminar em breve.
Na terça-feira (31), ele afirmou que os EUA devem deixar o Irã “muito em breve” e disse que Teerã não precisa necessariamente assinar um acordo formal para que os ataques sejam interrompidos.
Uma reportagem publicada na segunda-feira (30) pelo “The Wall Street Journa”, citando fontes do governo americano, afirmou que Trump teria dito a assessores que está disposto a encerrar a guerra mesmo que o Estreito de Ormuz continue fechado.
Segundo o jornal, o presidente e seus conselheiros avaliam que uma operação militar para reabrir completamente a rota marítima poderia prolongar o conflito além do prazo de seis semanas prometido por Trump.
A estratégia discutida pelo governo seria concentrar os ataques em alvos militares considerados centrais, como a marinha iraniana e a capacidade de lançamento de mísseis do país. Depois dessa fase, os ataques seriam reduzidos, em uma tentativa de pressionar o Irã a reabrir o Estreito de Ormuz.
As declarações do presidente também vieram acompanhadas de críticas a aliados dos EUA. Trump afirmou que outros países deveriam “buscar seu próprio petróleo” e reclamou da falta de maior envolvimento desses governos no esforço militar.
Ele também voltou a ameaçar reduzir o apoio militar a aliados europeus, citando especialmente o Reino Unido.
Segundo Trump, o governo britânico poderia ter de lidar sozinho com eventuais confrontos no Estreito de Ormuz — embora o país não tenha participado diretamente da guerra.
O presidente ainda sugeriu que países europeus passem a comprar petróleo dos EUA, afirmando que o país “tem bastante”.
Os efeitos do conflito também começam a aparecer em alguns mercados.
Nos EUA, o preço médio da gasolina ultrapassou US$ 4 por galão na terça-feira, o nível mais alto desde 2022. O aumento dos combustíveis pode trazer pressão adicional para a economia americana em um ano de eleições para o Congresso.
Mercados globais
As bolsas ao redor do mundo operam em alta nesta quarta-feira após sinais de possível redução das tensões na guerra envolvendo Irã, EUA e Israel.
O movimento ganhou força depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na terça-feira que os ataques americanos ao Irã podem terminar em duas ou três semanas.
Com a perspectiva de diminuição do conflito, o preço do petróleo recuou e chegou a cair brevemente abaixo de US$ 100 por barril, o que ajudou a sustentar o clima mais positivo nos mercados.
Em Wall Street, os contratos futuros das bolsas operam em alta. Os futuros do Dow Jones e do S&P 500 avançavam 0,4%, enquanto os do Nasdaq subiam 0,6%.
Na Europa, as principais bolsas também registravam ganhos nas primeiras negociações do dia. O índice FTSE 100, do Reino Unido, subia 1,8%, para 10.356,41 pontos. O CAC 40, da França, avançava 1,3%, para 7.920,89, e o DAX, da Alemanha, ganhava 1,6%, para 23.052,89.
O índice pan-europeu STOXX 600 também operava em alta, com avanço de 2,45%, aos 597,42 pontos.
Na Ásia, os mercados fecharam em alta. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 2,2%, para 25.339,45 pontos, enquanto o índice composto de Xangai terminou o dia com alta de 1,5%, aos 3.948,55 pontos. Já o Nikkei, de Tóquio, subiu 5,2%, para 53.739,68 pontos.
* Com informações da agência de notícias Reuters.

Cédulas de dólar — Foto: bearfotos/Freepik
Cédulas de dólar — Foto: bearfotos/Freepik




