Dólar abre com foco na Superquarta e guerra no Oriente Médio
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar inicia esta quarta-feira (18) sob forte influência da “Superquarta”, com investidores divididos entre as decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos e a escalada da guerra no Oriente Médio, que mantém o petróleo pressionado. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
▶️ Os investidores seguem atentos às decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos (EUA), que serão anunciadas na chamada “Superquarta”. Por aqui, a maior parte do mercado projeta um corte de 0,25 ponto percentual, levando a Selic, taxa básica da economia, a 14,75% ao ano. Se confirmada, será a primeira redução da Selic desde maio de 2024 — ou seja, após quase dois anos.
▶️ Já o Federal Reserve (Fed, banco central americano) deve manter os juros inalterados. Sem perspectiva clara de trégua nos ataques envolvendo EUA, Israel E Irã, economistas avaliam que os impactos, tanto locais quanto globais, vão depender da duração do conflito.
▶️ O objetivo é reabrir o estreito, fechado por Teerã desde o início da guerra. Enquanto isso, o petróleo segue pressionado, com preços acima de US$ 100, aumentando os riscos para a inflação global.
- 🛢️ Por volta das 8h51, o barril do tipo petróleo Brent subia 0,72%, a US$ 104,16, enquanto o WTI avançava 1,15%%, a US$ 94,43.
▶️ Ontem, a França se alinhou a outros países da OTAN e rejeitou o pedido dos Estados Unidos para ajudar a liberar o Estreito de Ormuz. A decisão contradiz a declaração de Donald Trump de que Paris apoiaria a iniciativa. O presidente americano chamou a recusa dos aliados de “erro muito tolo”.
▶️ No Brasil, os efeitos da guerra já chegam aos consumidores. O reajuste recente do diesel pela Petrobras, somado à alta do petróleo, aumentou a pressão sobre os custos de transporte e levou caminhoneiros a ameaçarem uma nova paralisação. O Ministério da Justiça já disse que Polícia Federal vai investigar preços abusivos de combustíveis. Procon também está de olho.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
- Acumulado da semana: -2,17%;
- Acumulado do mês: +1,27%;
- Acumulado do ano: -5,28%.
📈Ibovespa
- Acumulado da semana: +1,55%;
- Acumulado do mês: -4,44%;
- Acumulado do ano: +11,97%.
Petróleo volta a disparar
Após uma breve trégua, os preços do petróleo voltaram a subir nesta terça-feira. Embora o apelo de Trump pela reabertura do tráfego no Estreito de Ormuz e a liberação de reservas estratégicas por outros países tenham reduzido a pressão sobre a commodity, o efeito durou pouco.
Ao longo do dia, Trump recebeu negativas de vários aliados, com destaque para a Alemanha, que rejeitou qualquer participação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na crise.
No entanto, ataques recentes à infraestrutura energética de outros países em meio à guerra vêm comprometendo o escoamento global de petróleo.
Segundo a Reuters, o carregamento no porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, foi parcialmente interrompido após um terceiro ataque em quatro dias provocar incêndio no terminal de exportação, enquanto o campo de gás Shah segue com operações suspensas.
Com isso, a produção do terceiro maior produtor da Opep caiu mais da metade, intensificando a pressão sobre os preços da energia e agravando a crise no mercado internacional.
Guerra no Oriente Médio
A ação teria ocorrido na noite de segunda-feira, segundo autoridades israelenses, mas não foi confirmada pelo governo iraniano.
Aliado próximo da liderança do país, Larijani vinha ganhando ainda mais influência em meio à guerra contra EUA e Israel, que seguem realizando ataques frequentes ao território iraniano.
Agenda econômica
O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10), divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), mostrou que os preços, em geral, caíram 0,24% em março, marcando mais um mês de recuo. No acumulado de um ano, a queda já chega a 2,53%.
- 👉 O IGP-10 é muito usado como referência para reajustes de contratos, como aluguel, energia e alguns serviços, porque capta tanto o que acontece na indústria quanto no bolso do consumidor.
Segundo a FGV, esse movimento foi puxado principalmente pela redução nos preços de produtos básicos no atacado, como alimentos e matérias-primas.
Para o consumidor, os preços ficaram praticamente estáveis, enquanto os custos da construção ainda subiram, mas de forma mais moderada.
Pesquisa eleitoral
Pesquisa da Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira aponta que 56% dos brasileiros já definiram o voto para presidente, enquanto 43% ainda podem mudar de candidato.
Já entre apoiadores de Ratinho Júnior e Romeu Zema, predomina a possibilidade de mudança de voto.
O levantamento também mostra que homens e eleitores mais velhos tendem a ter decisão mais consolidada, enquanto mulheres, jovens e eleitores do Sudeste aparecem mais indecisos, indicando um cenário ainda aberto para mudanças na disputa eleitoral.
Mercados globais
Em Wall Street, os mercados fecharam em alta de olho no impasse no Estreito de Ormuz e à espera da decisão do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, sobre os juros americanos nesta quarta-feira.
O índice Dow Jones subiu 0,10%, o S&P 500 avançou 0,25% e Nasdaq avançou 0,47%.
Na Ásia, os mercados fecharam em baixa, pressionados pelas incertezas em torno da guerra no Oriente Médio, que deixaram os investidores mais cautelosos em relação a ativos de maior risco.
Em Xangai, o índice local caiu 0,9%, enquanto o CSI300, que reúne empresas listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,7%. Já em Hong Kong, o Hang Seng avançou 0,1%, e em Tóquio, o Nikkei caiu 0,1%.

Notas de dólar. — Foto: Luisa Gonzalez/ Reuters
Notas de dólar. — Foto: Luisa Gonzalez/ Reuters
*Com informações da agência de notícias Reuters.




