Dólar sobe e fecha a R$ 5,19, de olho em novos dados econômicos; Ibovespa cai

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O dólar fechou em alta de 0,25% nesta quinta-feira (12), cotado a R$ 5,1998. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em queda de 1,02%, aos 187.766 pontos, em linha com o desempenho dos mercados internacionais. Na véspera, o índice encostou os 190 mil pontos pela primeira vez na história.

▶️ No Brasil, a agenda econômica contou com novos dados econômicos e balanços corporativos. Entre os destaques, o índice de serviços registrou uma queda de 0,4% em dezembro em relação ao mês anterior, abaixo das expectativas do mercado, que previam alta de 0,1% no período.

▶️ Já no noticiário corporativo, os papéis do Banco do Brasil de 4,50% nesta quinta-feira, após o banco informar um lucro líquido de R$ 5,7 bilhões no quarto trimestre de 2025. Apesar da queda na comparação anual (- 40,1%), o resultado representa um lucro acima do esperado ante os três meses anteriores (+51,7%) e foi bem recebido pelo mercado financeiro.

▶️ A última pesquisa eleitoral da Quaest, divulgada ontem, também continuou no radar dos investidores. A pesquisa indica Lula à frente de Flávio Bolsonaro por cinco pontos em um eventual segundo turno (43% a 38%), reforçando a percepção de maior competitividade eleitoral e possíveis impactos sobre a condução das contas públicas.

▶️ Nos Estados Unidos, as atenções ficaram voltadas para os novos números de pedidos de auxílio-desemprego. O indicador recuou na semana passada, mas veio acima do esperado. Foram 227 mil solicitações na semana encerrada em 7 de fevereiro, ante previsão de 222 mil. Agora, investidores aguardam o índice de preços ao consumidor, previsto para sexta-feira.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: -0,39%;
  • Acumulado do mês: -0,91%;
  • Acumulado do ano: -5,26%.

📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: +2,63%;
  • Acumulado do mês: +3,53%;
  • Acumulado do ano: +16,53%.

Agenda econômica

  • Serviços no Brasil

Em dezembro de 2025, o setor de serviços no Brasil teve uma leve queda de 0,4% em relação a novembro, interrompendo uma sequência de nove meses de alta e um período de estabilidade.

Ainda assim, na comparação com dezembro de 2024, o volume de serviços cresceu 3,4%. No acumulado de 12 meses, o avanço foi de 2,8%.

Mesmo com o recuo no fim do ano, o setor segue em nível elevado: está cerca de 19,6% acima do patamar de fevereiro de 2020, antes da pandemia, e apenas 0,4% abaixo do recorde histórico registrado em novembro de 2025.

A queda mensal foi puxada principalmente pelo setor de transportes, que recuou 3,1%, com perdas no transporte terrestre, aéreo, aquaviário e nos serviços de armazenagem e correios. Também houve retração em outros serviços e em serviços profissionais e administrativos.

Por outro lado, as áreas de informação e comunicação e os serviços prestados às famílias registraram crescimento.

O economista Maykon Douglas avalia que o crescimento recente foi menos disseminado e mais dependente do segmento de transportes e logística, que tem puxado o setor. Segundo ele, como esse segmento “tropeçou” em dezembro, o volume de serviços acaba sofrendo.

“Minha expectativa é de que o setor continue resiliente. Apesar do aperto monetário, a renda da população deve ganhar fôlego ao longo dos próximos meses, dado o impulso fiscal.”

  • Auxílio-desemprego nos EUA

O número de americanos que entraram com o pedido do seguro-desemprego caiu na semana passada, mas menos do que o mercado esperava. A redução foi pequena, possivelmente influenciada por tempestades de inverno que afetaram o país.

Os pedidos iniciais recuaram em 5 mil, para 227 mil na semana encerrada em 7 de fevereiro, segundo o Departamento do Trabalho dos EUA. A previsão de economistas era de 222 mil solicitações no período.

Essa queda compensou apenas parte da alta registrada na semana anterior, atribuída às fortes nevascas, às temperaturas muito baixas e a ajustes sazonais comuns no fim de ano e início de janeiro.

Apesar disso, o mercado de trabalho segue relativamente estável. O crescimento do emprego acelerou em janeiro, e a taxa de desemprego caiu de 4,4% em dezembro para 4,3%. Ainda assim, especialistas descrevem o cenário como de poucas contratações e poucas demissões. Quase todas as novas vagas criadas no mês vieram da área de saúde e assistência social.

Economistas avaliam que políticas comerciais e de imigração têm limitado a oferta de trabalhadores, mas veem espaço para uma recuperação do emprego ao longo do ano, em parte por causa de cortes de impostos.

Pesquisa Quaest

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (11) mostra que o presidente Lula (PT) continua à frente nos sete cenários de 2º turno testados com nomes da oposição, com vantagens que variam de cinco a 19 pontos.

A menor diferença é de cinco pontos, contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece como o principal candidato da oposição.

“A pesquisa revela uma diminuição residual da vantagem de Lula para Flávio. A diferença era de sete pontos no mês passado e passou para cinco”, afirma o diretor da Quaest, Felipe Nunes.

A pesquisa é a primeira da Quaest sem o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), entre os possíveis candidatos. Ele tem afirmado que tentará a reeleição.

Cenário Lula x Flávio:

  • Lula: 43% (eram 45% em janeiro e 46% em dezembro);
  • Flávio Bolsonaro: 38% (eram 38% em janeiro e 36% em dezembro);
  • Indecisos: 2% (eram 2% em janeiro e 3% em dezembro);
  • Branco/nulo/não vai votar: 17% (eram 15% em janeiro e dezembro).

Entre os eleitores que se consideram independentes, grupo que pode decidir a disputa, a vantagem de Lula sobre Flávio era de 16 pontos e agora é de cinco.

Em janeiro, o presidente tinha 37% nesse grupo, e o senador, 21%. Na pesquisa atual, Lula aparece com 31%, contra 26% de Flávio.

Bolsas globais

Nos EUA, os três principais índices de Wall Street fecharam em queda, pressionados pelo fraco desempenho das ações de tecnologia. Resultados corporativos e dados de emprego divulgados na véspera também seguiram no radar.

O Dow Jones caiu 1,34%, enquanto o S&P 500 recuou 1,55% e a Nasdaq teve queda de 2,04%.

Na Europa, a maioria dos índices da região fechou em queda, conforme investidores avaliavam novos balanços corporativos e dados econômicos locais.

O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,49%. Entre os demais destaques, o FTSE 100, de Londres, subiu 0,67%, enquanto o CAC-40, de Paris, ganhou 0,33%. O Ibex-35, de Madri, por sua vez, caiu 0,82%.

Já os mercados asiáticos encerraram o pregão desta quinta-feira com desempenhos variados.

No fechamento, Xangai registrou alta de 0,05%, aos 4.134 pontos, e o CSI300 subiu 0,12%, para 4.719 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,86%, aos 27.032 pontos.

Tóquio recuou 0,02%, indo a 57.639 pontos, enquanto Seul registrou forte alta de 3,13%, aos 5.522 pontos. Taiwan não teve pregão aberto, e Cingapura avançou 0,47%, alcançando 5.008 pontos.

Mulher segura notas de dólar, dinheiro — Foto: Karolina Grabowska/Pexels

Mulher segura notas de dólar, dinheiro — Foto: Karolina Grabowska/Pexels