EUA fazem operação para apreender petroleiro da Venezuela escoltado por submarino russo, diz agência

A Rússia deslocou um submarino e outras embarcações navais para escoltar um petroleiro antigo, o Bella 1, informou o Wall Street Journal nesta terça-feira, citando uma autoridade dos Estados Unidos. — Foto: Hakon Rimmereid/via REUTERS
A Rússia deslocou um submarino e outras embarcações navais para escoltar um petroleiro antigo, o Bella 1, informou o Wall Street Journal nesta terça-feira, citando uma autoridade dos Estados Unidos. — Foto: Hakon Rimmereid/via REUTERS
A TV russa “RT”, financiada pelo Kremlin, publicou imagens de um helicóptero que estaria tentando desembarcar tropas no navio. Segundo fontes do RT, a aeronave pertenceria aos EUA. Veja abaixo.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
A tentativa de apreensão, mesmo que não seja bem-sucedida, tem o potencial de escalar ainda mais as tensões entre os EUA e a Rússia. Isso porque, além da escolta, o Kremlin fez nos últimos dias um pedido formal à Casa Branca para que deixasse de perseguir o petroleiro.
Nem o governo dos Estados Unidos nem o da Rússia se pronunciaram de forma oficial sobre a tentativa de apreensão desta quarta-feira até a última atualização desta reportagem.
Os EUA acusam o petroleiro, que agora se chama Marinera, de navegar sob bandeira falsa e transportar petróleo venezuelano a aliados do regime chavista —liderado pela sucessora de Nicolás Maduro, Delcy Rodriguez—, como a Rússia, a China e o Irã. A Casa Branca alega que abordar um navio com bandeira falsa não viola o direito internacional.
EUA perseguem petroleiro
A interceptação inicial do petroleiro Bella 1 pela Guarda Costeira norte-americana ocorreu em 16 de dezembro. A embarcação estava entrando em águas da América Latina e se aproximando da Venezuela.
No entanto, as forças dos EUA não conseguiram apreender o navio, porque a tripulação resistiu à investida, mudou a rota e fugiu em direção ao Oceano Atlântico. Desde então, o Exército dos EUA persegue a embarcação.
Segundo o jornal norte-americano “The New York Times”, o Bella 1 vinha do Irã e tinha como destino a Venezuela para fazer um carregamento de petróleo. Nos dias seguintes, o navio tentou obter proteção da Rússia ao pintar uma bandeira no casco e informar por rádio à Guarda Costeira dos EUA que navegava sob autoridade russa, ainda segundo o jornal.
Desde então, o petroleiro passou a constar no registro oficial de navios como pertencente à Rússia e com um novo nome, Marinera. O porto de origem indicado é Sochi, cidade russa no mar Negro.
O petroleiro foi visto recentemente no Oceano Atlântico norte, perto da Islândia, segundo sites de monitoramento.
Em dezembro, a Guarda Costeira dos EUA interceptou dois petroleiros no mar do Caribe, ambos carregados com petróleo venezuelano. O aumento da pressão ocorre em meio a uma grande presença militar dos Estados Unidos no Caribe, com mais de 15 mil soldados, incluindo um porta-aviões, outros 11 navios de guerra e caças F-35. Os EUA afirmam que os meios militares são usados para reforçar sanções econômicas.




