Imposto de Renda 2026: veja a tabela de alíquotas e saiba como fazer o cálculo
G1 em 1 Minuto: Imposto de Renda 2026: quando vou receber a restituição?
A mecânica do cálculo do Imposto de Renda 2026 continua a mesma de anos anteriores. As principais mudanças em relação à declaração de 2025 estão na faixa de isenção — que subiu de R$ 2.259,20 para R$ 2.428,80 no ano passado — e nas parcelas a deduzir.
Na prática, a medida fixou a faixa de isenção do IR em R$ 2.428,80. Para alcançar quem ganhava até R$ 3.036 (equivalente a dois salários mínimos à época), o governo criou um desconto automático de R$ 607,20, aplicado na base de cálculo do imposto.

Imposto de Renda: prazo para declaração vai até o dia 29 de maio. — Foto: Marcos Serra/ g1
Imposto de Renda: prazo para declaração vai até o dia 29 de maio. — Foto: Marcos Serra/ g1
Como fazer o cálculo do imposto?
A conta do IR depende de uma tabela dividida em quatro faixas de renda, com uma alíquota progressiva que vai de 7,5% a 27,5%. A faixa máxima atinge os salários acima de R$ 4.664,68.
Veja abaixo as faixas e as respectivas alíquotas em vigor em 2025:
- Faixa 1: até R$ 2.428,80: isento
- Faixa 2: de R$ 2.428,81 até R$ 2.826,65: 7,5% | dedução: R$ 182,16
- Faixa 3: de R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05: 15% | dedução: R$ 394,16
- Faixa 4: de R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68: 22,5% | dedução: R$ 675,49
- Faixa 5: acima de R$ 4.664,68: 27,5% | dedução: R$ 908,73
O imposto não é cobrado sobre todo o salário. Descontos como o INSS são abatidos antes do cálculo. Além disso, o IR é progressivo: cada alíquota incide apenas sobre a parcela da renda que se enquadra em cada faixa.
Quem recebeu R$ 4 mil por mês em rendimentos tributáveis em 2025, por exemplo (e se enquadrava na faixa 3 após o desconto automático de R$ 607,20), não pagava 15% sobre toda a parte tributável do salário. (veja o passo a passo do cálculo mais abaixo)
Pelas regras da Receita, os primeiros R$ 2.428,80 ficaram isentos. O que passou desse valor e não superou os R$ 2.826,65 (o limite da faixa 2) foi tributado em 7,5%. Já o que superou o limite da faixa 2, mas não o da faixa 3, pagou 15%, e assim sucessivamente.
Veja o exemplo abaixo, que considera um contribuinte sem dependentes.
Exemplo de cálculo do IR para rendimentos tributáveis de R$ 4 mil
| Faixas do IR | Parcela salarial em cada faixa | Alíquota | Imposto pago |
| 1 | até R$ 2.428,80 | isento | zero |
| 2 | R$ 397,85 | 7,5% | R$ 29,84 |
| 3 | R$ 566,15 | 15% | R$ 84,92 |
| 4 | zero | 22,5% | zero |
| 5 | zero | 27,5% | zero |
| Total | R$ 3.392,80 | Alíquota efetiva: 2,86% | Total pago: R$ 114,76 |
Na prática, a conta pode ser feita multiplicando o valor tributável pela alíquota cheia referente à faixa do IR. Em seguida, basta subtrair do resultado a dedução que corresponda à mesma faixa.
Relembre os valores de dedução:
- Faixa 1: zero
- Faixa 2: R$ 182,16
- Faixa 3: R$ 394,16
- Faixa 4: R$ 675,49
- Faixa 5: R$ 908,73
O presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco), Mauro Silva, explica que o cálculo pode ser feito com o seguinte passo a passo (para o mesmo exemplo de R$ 4 mil):
- R$ 4.000 – R$ 607,20 (valor tributável menos o desconto automático) = R$ 3.392,80;
- R$ 3.392,80 (faixa 3) x 15% (ou 0,15) = R$ 508,92;
- R$ 508,92 – R$ 394,16 (dedução da faixa 3) = R$ 114,76 — total do imposto pago no mês.
O valor final é o mesmo que aparece na tabela mais acima, elaborada a partir do simulador da Receita Federal. Quem quiser, pode utilizar a ferramenta online para fazer o cálculo. Clique aqui para acessar.





