Instabilidade na Venezuela impulsiona alta do ouro e recorde da prata
Com o aumento das incertezas, o ouro voltou a ser procurado por investidores como ativo de proteção. Por volta das 10h25 (horário de Brasília), o metal subia 2,03%, cotado a US$ 4.417 por onça-troy (pouco mais de 31,1 gramas).
Já a prata registrava uma valorização ainda mais intensa e atingia um novo recorde: no mesmo horário, o preço subia cerca de 5,45%, chegando a US$ 74,80.
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Ativos de segurança para os investidores
Em momentos de crise geopolítica, investidores costumam direcionar recursos para ativos considerados reserva de valor, vistos como uma forma de proteção em períodos de maior incerteza.
“Os investidores gostam de assumir riscos, mas querem ter uma proteção garantida. Trata-se de confiança com uma garantia, não de euforia”, afirmou Stephen Innes, da SPI Asset Management, à Associated Press.
Nesses momentos, ouro e prata tendem a ganhar destaque, sobretudo em ambientes de juros mais baixos.
Outros metais, como o cobre, também reagem ao cenário, influenciados tanto pela maior percepção de risco quanto pelo papel estratégico dos recursos naturais para a segurança energética e industrial.

Imagem de barra de ouro em foto de arquivo — Foto: REUTERS/Maxim Shemetov/File Photo
Imagem de barra de ouro em foto de arquivo — Foto: REUTERS/Maxim Shemetov/File Photo
Petróleo volátil
Por volta das 6h05 da manhã em Brasília, o petróleo tipo Brent caiu cerca de 1% e passou a custar aproximadamente US$ 60 o barril. Às 8h, os preços voltaram a subir, com leve alta de 0,13%, a US$ 60,83.
Já o petróleo americano, conhecido como WTI, também recuou cerca de 1% e era vendido por aproximadamente US$ 56 o barril. Por volta das 8h, subia 0,30%, cotado a US$ 57,49.
A presidente em exercício da Venezuela, Delcy Rodríguez, divulgou neste domingo (4) uma carta aberta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedindo diálogo, o fim das hostilidades e uma “agenda de colaboração”, menos de 24 horas após a captura de Nicolás Maduro por uma operação militar norte-americana. (veja a íntegra)
Segundo analistas ouvidos pela agência France Presse, a situação reduz o risco de que o petróleo da Venezuela fique impedido de ser exportado por um longo período.
“Isso reduz a probabilidade de um bloqueio prolongado às exportações de petróleo do país, que podem voltar a fluir sem restrições em breve”, afirmou Bjarne Schieldrop, analista do banco SEB, à AFP.
Apesar de a Venezuela ter as maiores reservas de petróleo do mundo, o país produz pouco atualmente, cerca de um milhão de barris por dia.

Trump e Maduro — Foto: AP Photo/Evan Vucci; Reuters/Leonardo Fernandez
Trump e Maduro — Foto: AP Photo/Evan Vucci; Reuters/Leonardo Fernandez





