‘Irã é governado por lunáticos fanáticos religiosos’, diz secretário de Trump ao defender ação militar
Trump diz que ‘praticamente tudo foi destruído no Irã’
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, fez uma defesa veemente da operação militar do país no Irã, dizendo que a decisão tomada pelo presidente Donald Trump de atacar foi correta e que o “mundo será um lugar mais seguro” quando o governo americano chegar a seu objetivo, em uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (3).
“O presidente disse: ‘Este é o momento de maior fragilidade que eles já tiveram. Se não os atacarmos agora, daqui a um ano, daqui a um ano e meio, ninguém conseguirá atingi-los’… Ele não queria correr o risco de sermos atacados antes que pudéssemos atacá-los, porque, além de custar vidas, isso prejudicaria a eficácia da nossa operação”, argumentou.
“Deixe-me explicar isso para vocês em inglês simples, ok? O Irã é governado por lunáticos — lunáticos fanáticos religiosos. Eles têm a ambição de possuir armas nucleares. Eles pretendem desenvolver essas armas nucleares por meio de um programa de mísseis, drones e terrorismo”, declarou.
O secretário ainda garantiu que os EUA não decidiram iniciar o confronto por causa de Israel, mas aproveitaram a oportunidade da ofensiva em conjunto para garantir a vitória: “Em resumo: o Presidente determinou que não seríamos os primeiros a ser atacados. É simples assim, pessoal. Não vamos colocar tropas americanas em perigo”.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, fala com repórteres no dia das reuniões informativas confidenciais para o Senado e a Câmara dos Representantes dos EUA sobre a situação no Irã — Foto: REUTERS/Elizabeth Frantz
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, fala com repórteres no dia das reuniões informativas confidenciais para o Senado e a Câmara dos Representantes dos EUA sobre a situação no Irã — Foto: REUTERS/Elizabeth Frantz
Trump diz que ataques mataram lideranças que poderiam assumir o Irã
“Praticamente tudo foi destruído no Irã”, declarou Trump durante conversa com jornalistas no Salão Oval da Casa Branca, após reunião com o chanceler alemão, Friedrich Merz.
Trump afirmou querer “alguém de dentro” do regime dos aiatolás para assumir o controle do país, mas que “a maior parte das pessoas que tínhamos em mente (para assumir) morreram”.
“A maioria das pessoas que tínhamos em mente está morta. E temos outro grupo. Eles também podem estar mortos, segundo relatos. Então teremos uma terceira onda, e muito em breve não vamos conhecer ninguém”, afirmou.
O presidente norte-americano reforçou que a ofensiva continuará pelas próximas semanas, com lançamento de mísseis e drones, e endossou novamente sua decisão de bombardear o Irã: “Eu ataquei porque achei que eles atacariam antes”, disse.

O chanceler alemão, Friedrich Merz, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante conversa no Salão Oval da Casa Branca, em 3 de março de 2026. — Foto: Jonathan Ernst/ Reuters
O chanceler alemão, Friedrich Merz, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante conversa no Salão Oval da Casa Branca, em 3 de março de 2026. — Foto: Jonathan Ernst/ Reuters



